Must see: design by Luiza Perea

A estilista Luiza Perea desenvolve sapatos com couro de peixe. Sua última criação foram modelos com pele de salmão, reaproveitamento da indústria alimentícia que era descartado e resultava em poluição biológica. Ela também cria jóias com prata, materiais descartados e fios de cana-de-açúcar. Vale conferir!

luizaperea1

luiza-perea2-r-78900

Upcycle: Speedo no mundo eco-fashion

A Speedo fez uma parceria eco-fashion com a grife inglesa From Somewhere, especializada em upcycling. A marca de Orsola de Castro e Filippo Ricci lançou na London Fashion Week o preview da coleção que chegará ao mercado no ano que vem. Peças antigas mas nunca usadas da Speedo são transformadas em vestidos. Dá uma olhada no vídeo.

Começa hoje a Colheita Especial

Começa hoje (17 de agosto) a quarta edição da Colheita Especial, um bazar de peças garimpadas de antigas coleções de marcas renomadas e do guarda-roupa de algumas personalidades. Quem escolhe o que entra nesta colheita são as sócias Marina SanvicenteRenata Castro, as idealizadoras deste mercado que apoia o consumo consciente a preços acessíveis. Quer saber o que você vai encontrar lá e ver fotos?

Clique aqui e leia no blog Ecochique, no site da revista Marie Claire.

Mas corre lá, porque a Colheita Especial vai até sábado, dia 21 de agosto.

colheita-especial


Colheita Especial

Data: de 17 a 21 de agosto
Local: Rua Desembargador Vicente Penteado, 264 – Jardim Paulistano
Horário: das 12h às 20h.
Formas de pagamento: cheque ou dinheiro
Manobristas no Local

Jaqueta com tecido da guerra by Raeburn

Um dos estilistas eco-fashion que está despontando mundo afora é o ingles Christopher Raeburn, cujo trabalho eu conheci ao vivo em fevereiro na Estethica, durante a London Fashion Week.

Na Vogue norte-americana de agosto, uma página é dedicada ao seu trabalho com foto da atriz Blake Lively (a Serena, de Gossip Girl) que ocupa quase todo espaço e um texto falando sobre a sua próxima coleção de outono (do Hemisfério Norte).

As parkas que eu vi no começo do ano e que até apareceram em vídeo do Verdinho Básico (veja abaixo) foi feita com “seda” pará-quedas usados, presente também em criações desta próxima temporada.

Mas a novidade fica por conta de tecidos de uniformes e objetos militares da Segunda Guerra Mundial encontrados em velhos armazéns do Reino Unido e naturalmente tingidos. A peça usada por Blake na Vogue é feita com tecidos de jaquetas para batalha que nunca foram usadas. Ela traz ainda as etiquetas originais.

“Está procurando pelo casaco perfeito de outono? Lembre-se dos 4 Rs: reduza, reuse, recycle e Raeburn”, escreveu a jornalista Florence Kane na Vogue.

raeburn

O eco do fashion by Página 22

Uma leitora chamada Aline mandou um comentário para o Verdinho Básico com o link da matéria que a revista Página 22 da FGV fez sobre a indústria da moda, na última edição do São Paulo Fashion Week. Eu sabia que a pauta estava sendo feita, mas ainda não tinha visto publicada. Obrigada, Aline.

Com o título O eco do fashion, a matéria é uma dura crítica – e merecida – ao mercado da moda. Com algumas ironias que beiram o sarcasmo referente ao comprometimento sustentável do SPFW e de alguns estilistas, ela trata de assuntos sérios, relembra o escândalo do uso de trabalho escravo na China pela Nike, fala sobre o upcycling (conceito que apareceu na grande imprensa brasileira em matéria que escrevi para o jornal O Estado de S. Paulo em fevereiro deste ano), de fast-fashion, consumo consciente e até do livro O Império do Efêmero de Gilles Lipovetsky.

Um dos únicos pontos que discordo é quando a repórter Carolina Derivi escreve: “Até a poderosa Osklen, uma das referências do mundo da moda nesse quesito, absteve-se do uso de materiais ambientalmente responsáveis na temporada de verão em 2009. Com o mote “samba”, a coleção esbanjava brilhos sintéticos. À imprensa especializada o estilista Oskar Metsavaht teria dito que nada pode ser mais importante que a liberdade criativa.”

Discordo pois não existe marca ou empresa 100% sustentável e concordo que hoje não haja material “verde” para fazer tudo que se quer. É inviável. E criticar uma empresa que leva isso tão sério por não usar material ambientalmente responsável em uma coleção é injusto. Até porque muitas das outras práticas da empresa continuaram sendo sustentáveis mesmo quando do uso de sintéticos (que conforme seu processo produtivo também pode ter baixíssimo impacto ambiental).

Sem dizer que a reportagem esqueceu de mencionar que nesta última estação a Osklen tingiu todas as peças da passarela de forma natural com base vegetal além de usar algodão orgânico e que na coleção passada também trouxe diversos materiais sustentável como feltro reciclado, palha de seda ecológica, lã orgânica e couro ecológico. Enfim, criticar principalmente a empresa que mais leva esta bandeira à sério não me pareceu responsável.

Mas no final do texto, fica a esperança de que se a moda é capaz de se reinventar, ela será capaz de transformar o consumo desenfreado em sustentável.

Vale a leitura no site Página 22. Clique aqui para ler.

Veja abaixo entrevista que fiz com Oskar Metsavaht na última edição do SPFW.

Related Posts with Thumbnails