RIO: Espetáculo visual com animação muito bem feita e cenário deslumbrante

Contrabando de animais selvagens versus a tentativa de preservar espécies ameaçadas de extinção. Sobre este embate que gira a narrativa de RIO, a animação lançada na última sexta-feira (8) que arrecadou mais de U$ 50 milhões no seu fim de semana de estreia.

Blu é o último macho arara-azul e mora nos Estados Unidos (levado ilegalmente). Ele é encontrado por um estudioso de aves e trazido para o Brasil, para conhecer e procriar com Jade, a última fêmea da espécie. É quando os dois estão juntos que eles são “raptados” por traficantes de aves. A partir daí a confusão está armada.

Dirigida pelo carioca Carlos Saldanha, responsável também pela trilogia Era do Gelo, o filme traz um visual colorido em animação muito bem feita, paisagens maravilhosas da capital fluminense, músicas brasileiras deliciosas, alegria do nosso povo e, como não podia faltar, o Carnaval da Sapucaí. Mas também não faltou parte da nossa realidade: favelas, traficantes e órfão que trabalha para o crime.

RIO traz o Brasil para o universo da animação internacional, o que não acontecia desde os anos 70, com Zé Carioca, né? E isso se deve ao esforço do diretor Saldanha, que leva o crédito pela realização do filme, que levou 3 anos para ser gravado.

As vozes dos personagens principais Blu e Jade foram interpretadas respectivamente por Jesse Eisenberg (de A Rede Social) e Anne Hathaway (de O Diabo Veste Prada e O Diário da Princesa). O filme é muito bom, um espetáculo! Veja abaixo o trailer para se animar.

Vendas diretas da Rede Asta

Em 2003 foi criado um projeto chamado “Mãos Brasil“, que formava grupos de artesãos de classes sociais mais baixas do estado do Rio de Janeiro e ajudava a escoar a produção para que eles se tornassem sustentáveis a curto prazo. Os materiais utilizados são ecológicos, reciclados ou recicláveis, como bambu, piaçava e fibra de bananeira, retalhos e jornal.

Os produtos eram vendidos primeiramente para lojas de decoração em quiosques de shopping centers e foi-se percebendo que era preciso tomar um tempo explicando a história por trás do projeto e dos produtos que possuíam características únicas. Uma vez nas lojas, os vendedores não dedicavam a atenção necessária para que as vendas fossem realizadas e esses produtos acabavam ficando nas prateleiras.

Com isso, ainda não era possível que os artesãos vivessem apenas de suas produções, já que as vendas não eram constantes. É aí que surge a idéia da Rede Asta. Resolve-se criar uma rede de vendas diretas por catálogo unindo os revendedores – que teriam tempo e dedicação com cada produto – aos produtores.

Bandeija de Travsseiro

Para dar mais ênfase ainda ao trabalho dos revendedores, eles são chamados de “conselheiros“, uma vez que não vendem só o produto e sim todo o preço agregado, ou seja, quando um produto é vendido elas conseguem dizer da onde ele vem, a história de quem o fez e como o preço foi decidido e para onde o dinheiro vai. Na prática é como uma revendedora da Natura ou da Avon, o que é ótimo por que torna o processo ainda mais pessoal!

Hoje são 32 grupos produtivos (associações, cooperativas e grupos informais) somando em torno de 600 artesãos moradores de locais pobres do estado do Rio. “Qualquer pessoa pode ser “conselheira asta” ou revendedora. Quanto mais revendedores tivermos maior o impacto social que a Asta poderá causar nas comunidades em que atua. Se tivermos apenas 400 conselheiras, podemos  mudar a vida de mais de 4 mil pessoas envolvidas direta e indiretamente com o projeto.” diz Alice Freitas, coordenadora executiva da Rede Asta.

Bolsa Rio de Janeiro

Os produtos podem ser comprados pelo site www.redeasta.com.br ou ainda pelo telefone 21-25605356.

Clique aqui para saber mais sobre a Rede Asta e como se tornar um conselheiro!

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