“Sustentabilidade é uma condição”

Idealizadora e curadora da feira de design contemporâneo Paralela Gift, Marisa Ota falou sobre design, sustentabilidade e mercado consumidor. Confira a entrevista abaixo feita para a matéria publicada hoje sobre Ecodesign no caderno Planeta do jornal O Estado de S. Paulo.

Como você vê o mercado de design em relação à preocupação com a sustentabilidade?
A preocupação é grande, mas ainda não é a ideal.  Ainda é difícil encontrar no Brasil produtos ecológicos de qualidade.

Os designers vêm se preocupando mais com esta questão?
Sim, esta já não é uma preocupação e sim uma condição, um item essencial no projeto.

Qual o papel do design na determinação do impacto ambiental de um produto?
O designer, ao adotar uma postura favorável ao meio ambiente e ao consumo consciente, se torna um agente transformador de novos padrões de consumo, sejam eles duráveis ou efêmeros.

Como surgiu a ideia da parceria da Paralela com a Lyptus? Como foi este projeto?
Ao propor o projeto Lyptus+ Paralela, nossa idéia foi promover o design como ferramenta para negócios sustentáveis com foco em processos industriais. Tivemos uma receptividade enorme por parte deles: a Lyptus já exerce este importante papel ao se encaixar nas normas de manejo florestal internacionais. Só não tinha esta visibilidade no mercado de design. Para isso, convidamos designers brasileiros reconhecidos em suas áreas por suas competências em contemplar os mais diversos olhares na produção de objetos para criar com Lyptus.  Ao utilizar a menor quantidade possível de recursos materiais e energéticos, satisfazendo as necessidades de consumo de forma amigável e respeitosa ao meio ambiente, a Paralela criou um importante exercício em que é possível de se fazer design/negócios com respeito ao meio ambiente. E o resultado é bacana. Foi muito interessante e rico o processo de aprendizado, sobre todas as técnicas empreendidas do plantio ao corte, o manejo …tudo foi trazido pela Lyptus de uma forma surpreendentemente profissional. Eles têm técnicas internacionais inéditas, que ninguém no Brasil tem. Foram investidos U$ 50 milhões neste know-how.

mesa-lyptus

Qual o seu papel no projeto Lyptus + Paralela?
Nosso papel foi o de curadoria, enobrecendo ainda mais a madeira Lyptus, convidando os melhores designers para criarem com a Lyptus. Havia uma resistência do trabalho com madeira ecológica que, à medida em que o trabalho foi sendo desenvolvido, desapareceu. A Lyptus é bonita, tem uma cor roseada e é de fácil manuseio.

A Paralela busca trazer sempre expositores com um trabalho eco-friendly e preocupação social. Existe algum projeto para fortalecer ainda mais? Ou o mercado não está pronto para isso?
Já se caminhou muito e esta visão já se fortaleceu, mas aqui no Brasil ainda existem dificuldades, pois falta conhecimento e informação. O designer brasileiro ainda não tem o hábito deste trabalho, falta o exercício do fazer. É só fazendo que vamos descobrir as dificuldades e facilidades. A parceria com a Lyptus foi um sucesso, tivemos muitos designers interessados, e a divulgação dos trabalhos se estendeu a lojistas  e produtores, que ficaram encantados.

Como os lojistas veem os produtos de ecodesign? É um fator que lhes interessa ou ainda muito distante?
Ainda é difícil encontrar no Brasil produtos ecológicos de qualidade. As lojas de design mais conceituais que têm uma proposta ficaram muito interessadas. Isto quer dizer que o mercado aprovou e que é possível fazer design sustentável bonito.

Maria (super) Bonita @ SPFW

Lâminas de madeira de reflorestamento articuladas em forma de mosaico sobre tecidos brilharam na passarela da grife Maria Bonita no terceiro dia do SPFW. Grandes, pequenas e combinadas com resinas, elas apareceram de diversos tamanhos e formas nesta coleção. Peças com crochê de palha também estiveram presentes.

A estilista Danielle Jensen se inspirou nas cores e simplicidade das fachadas de casas populares do nordeste, clicadas pela fotógrafa Anna Mariani e publicadas no livro Fachadas e Platibandas.

Confira abaixo o resultado (incrível) clicado pela Agência Fotosite.

Passarela upcycled @ SPFW

A estilista Simone Nunes apresentou no terceiro dia sua coleção leve e bem com a cara de verão. Super antenada e consciente de temas eco-social, Simone sempre teve um pé na moda eco.

Na edição passada, confessou que estava cansada do greenwash e disse que passou a tomar mais cuidado com materiais que se dizem ecológicos. Pois um dia dizem que ele não agride o meio ambiente e no dia seguinte descobre-se que não é bem assim.

Mas para não dar margem às dúvidas, Simone apresentou sua veia eco-friendly no cenário, feito com madeira de demolição que ela comprou numa casa que estava sendo desfeita em Andradina, interior de São Paulo.

Confira nas fotos de divulgação do SPFW by Agência Fotosite.

Simone Nunes

Simone Nunes

Pulseiras de madeira de demolição

Andrea Marques apresentou no Fashion Rio uma coleção com cores inspiradas nas nossas florestas, folhagens, orquídeas e animais. Mas o lado eco-fashion ficou por conta das pulseiras feitas com madeira de demolição, que ganharam corte à laser e pintura do lado externo. O resultado são peças modernas, geométricas e super clean.

Confira nas imagens de divulgação abaixo clicadas pela Agência Fotosite.

_olv8451

Andrea Marques - Fashion Rio Verao 2011

Sete mil metros quadrados de piso de ipê brasileiro em resort de luxo no Marrocos

O que as casas da Madona e da Jennifer Aniston, o Hotel Llao Llao (Bariloche), lojas da Louis Vuitton e da Ferrari, o Museu da Música de Amsterdam e o Vaticano têm em comum? Pisos de madeira da IndusParquet.

Com manejo sustentável e 100% de aproveitamento da matéria-prima, a fabricante brasileira de pisos de madeira ganhou atenção de empresas e celebridades internacionais.

Agora a líder no mercado nacional acaba de instalar sete mil metros quadrados de piso de Ipê no hotel cinco estrelas Mandarin Oriental Jnan Rahma, em Marrakech (Marrocos).

photo5-024

photo5-046

A IndusParquet garante na sua produção o menor impacto ambiental possível, o que lhe rendeu desde 2001 a certificação do Forest Stewardship Council (FSC), selo que identifica os produtos feitos com madeira provenientes de florestas manejadas, respeitando os aspectos ambientais, sociais e econômicos da região.

A empresa tem um programa de reflorestamento em parceria com a faculdade ESALQ da Universidade de São Paulo (USP) e certificação do Ibama.

Related Posts with Thumbnails