Honest tem fraldas com novas estampas

Para quem gostou da ideia de fraldas biodegradáveis feitas com material à base de plantas e estampas divertidas, aqui vai a boa notícia: novos modelos acabaram de chegar. Cada mês peço com desenhos diferentes. Ainda mais agora no verão, que a fralda fica mais à mostra.

Meu filho de 15 meses usa e eu adoro! A pele dele, que é super sensível, agradece. Quando preciso usar marcas convencionais, ele fica cheio de bolinhas. Olha só as fotos abaixo.

Novas estampas Todas as estampas

O pacote custa U$ 13,95 e vem de 23 a 40 fraldas, dependendo do tamanho (quanto maior a fralda, menor a quantidade). Mas a marca só entrega nos Estados Unidos.

Ah, e para quem quiser dar de presente um “bolo de fraldas”, a marca vende vários tipos por U$ 135,95. Além das fraldas, outros produtos vêm dentro do “diaper cake”.

bolo morango selvagemdiaper cakes o que vem dentro do bolo

 

Fraldas biodegradáveis e fashion

Já ouviram falar da The Honest Company? Na minha busca por fraldas descartáveis biodegradáveis descobri esta empresa que foi fundada no início deste ano (2012) por ninguém menos que a atriz Jessica Alba.

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Unindo consciência ecológica e design fashion, as fraldas são lindas e deixam as mães sem peso na consciência de estar gerando tanto lixo.

No site da marca é posível pedir uma amostra de graça para experimentar. Meu kit acabou de chegar e nos próximos dias posso falar o que achei das fraldas e dos lenços umedecidos, ambos livres de químicos nocivos, como ftalatos, formaldeídos, parabenos, triclosan, lauril sulfato de sódii e muitos outros. As fraldas levam na sua composição derivados de plantas em vez do plástico que vem do petróleo.

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E quando se pede uma amostra funciona assim. Depois que recebe a mercadoria, o cliente tem 7 dias para cancelar sua afiliação se não gostar ou não quiser fazer parte do programa da empresa. Caso contrário, um carregamento de fraldas e lenços umedecidos para 30 dias chegará na porta da sua casa por 80 dólares mensais mais o valor frete. E o cliente ainda pode escolher as estampas que mais gosta.

Ah, e a empresa também faz produtos de limpeza e de higiene. Vale a pena conferir no site www.honest.com

Uma boa ideia para empresas brasileiras, não?

O grande lixo dos pequeninos. Até quando?

Sempre me incomodou o fato de um bebê usar oito fraldas por dia, 56 por semana, ou seja, 2.920 unidades por ano! Por isso, desde antes de engravidar comecei a pesquisar opções ecológicas, com menor impacto ambiental e que gerassem menos lixo. Ah, voltar para as versões antigas de pano não é uma solução, visto que não acho higiênica, além de gastar muita água. Ainda mais aqui nos Estados Unidos onde não existe empregada e temos que fazer tudo nós mesmos. Praticidade é, sim, um ponto a ser levado em conta.

Depois de correr atrás do que tem no mercado, pude dividir as fraldas em 4 grupos: as descartáveis convencionais, as descartáveis eco-friendly, as híbridas (calça de pano e enchimento descartável) e as 100% de pano. Há quem diz que sou louca de experimentar uma das versões menos práticas e mais ecologicamente correta. Outros vão criticar a minha escolha final (claro que ela pode mudar conforme novas opções forem aparecendo). Enfim, independente do julgamento de qualquer pessoa resolvi trazer aqui a minha experiência, por mais que ela não tenha tido um resultado ideal. Vamos lá.

As descartáveis convencionais e as de pano estão fora de cogitação, não só por questões ambientais mas também pela saúde do meu filho. A pele dele não precisa entrar em contato com químicos nocivos.

Dito isto, meu foco foram as duas outras opções. Juro que eu queria ter gostado e conseguido usar a fralda híbrida – para mim a mais eco-friendly de todas. Testei a marca gDiapers, uma das mais conhecidas por aqui. Ela tem uma calça de algodão bem bonitinha com velcro e dentro vem com um forro removível de plástico, onde é colocada a parte descartável. Ou seja, é necessário ter algumas calcinhas / cuequinhas e ir trocando somente o refil interno que parece um absorvente gigante. O legal desta fralda é que ela é feita com material renovável e é biodegradável. Isso mesmo, pode ser compostada, jogada na privada ou mesmo no lixo orgânico. Isso sem contar que não é usado nenhum químico nocivo para a saúde e meio ambiente na sua produção.

Parece um sonho, né? Mas na prática não é bem assim. O forro plástico esquenta a pele do bebê, o absorvente descartável não fica preso direito, xixi e coco vazam e ela é bem volumosa. É difícil admitir, mas apesar de ser a melhor na teoria, no dia a dia ela não me conquistou. Ainda tenho aqui em casa e uso de vez em quando. Com o calor de agora, ela faz as vezes de uma sunga e fica uma graça com uma camiseta.

Me restou então experimentar as marcas que fazem fralda descartável mas com apelo ecológico e hipoalergênica. Explico. Alguns grandes players fazem um modelo ou outro mais “verde”. Até onde é pura jogada de marketing, não sei mas sempre desconfio. Testei a Huggies Pure & Natural hipoalergênica feita com algodão orgânico e aloe vera. Mas sua performance foi a pior de todas, deixando vazar demais.

Já outras empresas focadas no mercado sustentável também contam com o item em questão na sua cartela de produtos. As marcas Seventh Generation e Earth’s Best fazem fraldas que não usam cloro como alvejante, é livre de fragrância e látex, e não usa loção com ingrediente derivado de petróleo. Ou seja, não agride a pele do bebê e o processo de fabricação é menos prejudicial ao meio ambiente. Além disso, a segunda contém material absorvente natural, como milho e trigo. Aliás, vale ressaltar que ambas absorvem muito bem e deixam vazar menos que todas as outras que experimentei (o que inclui as versões convencionais da Pampers e Huggies). O ponto negativo é que não são biodegradáveis e continuam gerando o lixo que eu tanto temia.

Resumindo: não encontrei fralda boa que minimize a geração de lixo e/ou seja biodegradável. Mas pelo menos estou optando por algumas com menor impacto e maior segurança para a pele do meu filho. Agora, por que algum grande player não se mexe e faz uma fralda biodegradável descartável? Garanto que ganharia muito dinheiro pois não sou a única que se preocupa com esta questão. #ficaadica

(texto escrito por mim e publicado na edição de junho de 2012 da revista valeparaibano)

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