Matéria “No Brasil, tendência ainda engatinha, mas ganha fôlego” é premiada

Não sei se vocês se lembram, mas em fevereiro de 2010 fui para Londres para fazer a cobertura do salão de moda ética da London Fashion Week, a Estethica. Essa matéria, junto com a cobertura do São Paulo Fashion Week e o que outras marcas brasileiras estavam desenvolvendo para o inverno 2010, foi capa do caderno então chamado de Vida & Sustentabilidade do Estadão.

A boa notícia é que a matéria sobre o mercado brasileiro intitulada “No Brasil, tendência ainda engatinha, mas ganha fôlego” acaba de ganhar um reconhecimento: o Prêmio ABF-Afras Destaque Responsabilidade Social 2011 na categoria Jornalismo – Jornal. (ABF é a Associação Brasileira de Franchising e Afras é a Associação de Franquia Sustentável)

Fizeram parte do comitê de jurados deste prêmio os seguintes veículos e empresas: Diário do Comércio, Ideia Sustentável, Editora Lamonica Multicanal, DFREIRE Comunicação e Negócios, revista Pequenas Empresas Grandes Negócios (PEGN) e BrandWorks.

Queria agradecer meu então editor Sergio Pompeu por aprovar a pauta e fazer da mesma capa do caderno (hahahaha) e a organização deste Prêmio. Para quem não leu a matéria, clique aqui e confira.

Ah, acabo de ver que a entrevista que fizeram comigo no dia da cerimônia de premiação (26 de maio) foi postada no YouTube. Então coloquei o vídeo abaixo para quem quiser assistir (achei que o ângulo da câmera não me favoreceu muito, sem falar nas caretas que eu faço, mas tudo bem, hahahaha).

Cycle Chic e Jeremy Faludi @ Estadão

Ontem o jornal O Estado de S. Paulo trouxe duas matérias que devem interessar aos leitores do Verdinho Básico. Uma foi no caderno Metrópole sobre o movimento Cycle Chic, em que as pessoas usam a bicicleta como meio de transporte sem perder o estilo próprio. Ou seja, montam em uma magrela até de salto alto e vestido, como fazem as elegantes francesas. Para ler a matéria, clique aqui.

bikechic

A outra matéria é uma entrevista com Jeremy Faludi, designer e professor da Stanford University. Ele veio ao Brasil para ministrar uma palestra na FAAP, que está sendo realizada hoje de manhã. Segundo Jeremy, o “consumidor não tem informação para escolher produto sustentável”. Colocação mais do que pertinente. Clique aqui para ler a entrevista completa.

jeremy

Modelo, design e papel bituca @ Planeta

Ontem eu trouxe duas entrevistas sobre ecodesign aqui no Verdinho Básico mas não coloquei o link da matéria sobre o assunto que fiz para o jornal O Estado de S. Paulo. O caderno Planeta foi publicado e a matéria de capa é mais atual impossível. Fala sobre “O carro para não chamar”, o conceito de car share. Vale a leitura. Clique aqui para ver.

ecodesign-estadao

Além de Ecodesign (clique para ler no site do jornal), fiz uma entrevista com a top brasileira que mora em Nova York Luciana Curtis. Ela é super eco e um exemplo de mãe sustentável. Dá dicas ótimas. Clique aqui para ler.

Outra matéria que escrevi foi o Making Of do papel bituca, feito com resto de cigarros reciclados. Clique e veja.

luciana-estadao

“Sustentabilidade é uma condição”

Idealizadora e curadora da feira de design contemporâneo Paralela Gift, Marisa Ota falou sobre design, sustentabilidade e mercado consumidor. Confira a entrevista abaixo feita para a matéria publicada hoje sobre Ecodesign no caderno Planeta do jornal O Estado de S. Paulo.

Como você vê o mercado de design em relação à preocupação com a sustentabilidade?
A preocupação é grande, mas ainda não é a ideal.  Ainda é difícil encontrar no Brasil produtos ecológicos de qualidade.

Os designers vêm se preocupando mais com esta questão?
Sim, esta já não é uma preocupação e sim uma condição, um item essencial no projeto.

Qual o papel do design na determinação do impacto ambiental de um produto?
O designer, ao adotar uma postura favorável ao meio ambiente e ao consumo consciente, se torna um agente transformador de novos padrões de consumo, sejam eles duráveis ou efêmeros.

Como surgiu a ideia da parceria da Paralela com a Lyptus? Como foi este projeto?
Ao propor o projeto Lyptus+ Paralela, nossa idéia foi promover o design como ferramenta para negócios sustentáveis com foco em processos industriais. Tivemos uma receptividade enorme por parte deles: a Lyptus já exerce este importante papel ao se encaixar nas normas de manejo florestal internacionais. Só não tinha esta visibilidade no mercado de design. Para isso, convidamos designers brasileiros reconhecidos em suas áreas por suas competências em contemplar os mais diversos olhares na produção de objetos para criar com Lyptus.  Ao utilizar a menor quantidade possível de recursos materiais e energéticos, satisfazendo as necessidades de consumo de forma amigável e respeitosa ao meio ambiente, a Paralela criou um importante exercício em que é possível de se fazer design/negócios com respeito ao meio ambiente. E o resultado é bacana. Foi muito interessante e rico o processo de aprendizado, sobre todas as técnicas empreendidas do plantio ao corte, o manejo …tudo foi trazido pela Lyptus de uma forma surpreendentemente profissional. Eles têm técnicas internacionais inéditas, que ninguém no Brasil tem. Foram investidos U$ 50 milhões neste know-how.

mesa-lyptus

Qual o seu papel no projeto Lyptus + Paralela?
Nosso papel foi o de curadoria, enobrecendo ainda mais a madeira Lyptus, convidando os melhores designers para criarem com a Lyptus. Havia uma resistência do trabalho com madeira ecológica que, à medida em que o trabalho foi sendo desenvolvido, desapareceu. A Lyptus é bonita, tem uma cor roseada e é de fácil manuseio.

A Paralela busca trazer sempre expositores com um trabalho eco-friendly e preocupação social. Existe algum projeto para fortalecer ainda mais? Ou o mercado não está pronto para isso?
Já se caminhou muito e esta visão já se fortaleceu, mas aqui no Brasil ainda existem dificuldades, pois falta conhecimento e informação. O designer brasileiro ainda não tem o hábito deste trabalho, falta o exercício do fazer. É só fazendo que vamos descobrir as dificuldades e facilidades. A parceria com a Lyptus foi um sucesso, tivemos muitos designers interessados, e a divulgação dos trabalhos se estendeu a lojistas  e produtores, que ficaram encantados.

Como os lojistas veem os produtos de ecodesign? É um fator que lhes interessa ou ainda muito distante?
Ainda é difícil encontrar no Brasil produtos ecológicos de qualidade. As lojas de design mais conceituais que têm uma proposta ficaram muito interessadas. Isto quer dizer que o mercado aprovou e que é possível fazer design sustentável bonito.

Consumidor chega em encruzilhada

O que é melhor: usar guardanapo de papel ou de pano? Um gera lixo e o outro gasta água. E o lixo para reciclagem, será que ele realmente é reciclado? E o plástico biodegradável, é verdade que muitos deles liberam metais pesados no solo durante a sua decomposição?

Estas são apenas algumas das milhares de dúvidas e questionamentos que os consumidores estão começando a ter/fazer. E ainda bem! É sinal de que estão adquirindo consciência e querem transformá-la em atitude.

Veja abaixo vídeo com a antropóloga Lígia Krás falando sobre pesquisa da Mindset que detectou que o consumidor está chegando em uma encruzilhada e a arquiteta e ambientalista Marussia Wathely comentando este assunto. Gravado no debate sobre comportamento verde organizado pelo Estadão e Livraria Cultura no mês passado.

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