Chiara Gadaleta cria Instituto #SSE

No dia 13 de janeiro, a apresentadora e stylist Chiara Gadaleta criou o Instituto #SSE. O lançamento foi no Rio de Janeiro e, apesar de estar na cidade maravilhosa naquela data, infelizmente não consegui comparecer. A ideia é conscientizar e colocar em prática a sustentabilidade no mercado da moda. Veja a entrevista abaixo, onde Chiara explica tudinho. Parabéns aos envolvidos!!!

Bola lava-roupas sem sabão

Pode parecer que estou falando só sobre a mesma coisa quando falo do Greenvana, mas queria explicar um pouco minha função lá. Além de diretora de conteúdo, sou uma das responsáveis pelas escolhas dos produtos. Somando estas atribuições, fico pesquisando muita coisa que está acontecendo no mundo green e fico antenada com vários produtos verdes legais que existem no Brasil e no mundo. Cada hora é uma coisa nova.

Ou seja, sendo uma antena para meu trabalho, é normal que aqui eu fale um pouco dele. Estou muito empolgada e tenho informações guardadas dos últimos três meses, quando entrei em contato com várias informações e produtos mas não podia falar nada em nome da surpresa. Mas valeu a pena, não? Então agora talvez a concentração delas seja um pouco maior aqui. Mas garanto que vocês vão gostar.

Bom, dito isso, vamos ao que interessa. Um dos primeiros produtos que resolvemos trazer para o Brasil e que faz sucesso nos Estados Unidos é a Eco Laundry Ball. Parece um disco voador, mas não é. Resumindo: ela substitui o sabão em pó e lava roupa sem deixar resíduos nocivos na água que acabam poluindo rios e mares. Dura cerca de um ano e custa R$ 39,90 (quanto você gasta de sabão em pó neste período?).

As explicações são um pouco complexas, tem a ver com ionização e interação das moléculas d’água. Mas o importante é que várias pessoas testaram no escritório e realmente limpou tênis sujo, edredon onde os gatos dormem e outras roupas encardidas. Ah, e funciona sem poluir a água, como acontece com os detergentes comuns. Dá uma olhada como funciona no vídeo abaixo.

Para comprar, clique aqui.

Greenvana abre sua primeira loja

O Greenvana inaugurou na sexta-feira passada no Rio de Janeiro sua primeira loja de produtos eco-friendly. Localizada no Espaço Nirvana, no Jardim Botânico, ela traz as últimas novidades de produtos “verdes” nacionais e internacionais.

A ideia é oferecer soluções completas para diversos estilos de vida. Inovações tecnológicas, produtos para casa, bem-estar, beleza, moda, teens&kids, bebês, papelaria e pets estarão disponíveis no espaço. Dá uma olhada nas fotos. E daqui algumas horas…entraremos com o www.greenvana.com no ar! Aguardem!

Acessórios “verdes” no Ecochique

A grife carioca de acessórios Donna Onça é aposta em materiais eco-friendly. Suas bolsas, carteiras, mochilas, capas de notebooks e nécessaires são feitas a partir de bagaço de cana de açúcar, folha de bananeira, PET e algodão reciclados e lona e couro ecológico. E a confecção é feita por cooperativas, como a Associação de Mulheres Empreendedoras de Campos dos Goytacazes (AME).

Clique aqui e saiba mais sobre a coleção de verão no blog Ecochique.

donna-onca

Luxo é eco. Fast-fashion, não

Por princípio o luxo é eco-friendly. Ele aposta no tradicional (que não está preso a rápidos modismos) com boa qualidade (dura uma vida inteira) que custa caro (não dá para comprar a rodo) e feito por artesãos que ganham bem pelo seu trabalho.

Já o conceito fast-fashion é por definição o vilão da sustentabilidade. É a moda descartável, que muda a cada estação, feita com material barato e de baixa qualidade, e por isso facilmente vira lixo. Sem contar que a mão-de-obra usada muitas vezes é de países em desenvolvimento e que acaba sendo explorada.

É claro que em ambos os casos existem as exceções, ou seja, as marcas de luxo que usam mão-de-obra barata e não qualificada de indústrias asiáticas e as redes de fast-fashion que dão boas condições de trabalho e remuneração aos seus funcionários, mesmo que em países mais pobres para ajudar o desenvolvimento local.

Mas em geral quem está em vantagem na era da sustentabilidade é, com certeza, o mercado de luxo. Consumir consciente é comprar menos, sem desperdício, produtos que duram mais, que tenham sido produzido de maneira ética, respeitando o meio ambiente e o trabalhador. Mesmo para as empresas deste mercado que estão fazendo algo errado é mais fácil entrar no eixo eco-correto. Já que um produto de luxo custa caro mesmo, dá para fazer tudo certinho, diminuindo o impacto ambiental e gerando benefícios sociais.

bolsa-hermes

Agora como vender camisetas a R$ 10 ou R$ 15 fazendo tudo certo? Este valor não paga nem uma mão-de-obra descente, fora transporte, alimentação, luz e água da empresa, além, claro, do tecido. Não é mais fácil fazer peças boas que duram mais tempo? Elas vão custar mais caro, mas terão um custo benefício maior. Pense nisso como consumidor.

Diversas peças e acessórios são curinga no guarda-roupa feminino e masculino. Por que não ousar somente em algumas criações contemporâneas e comprar o básico e o atemporal de boa duração? Optar por produtos baratos e vagabundos ou mais caros e com qualidade é também uma questão de cultura (e de bolso, claro).

Vamos comparar as francesas e as inglesas. As primeiras têm um guarda-roupa enxuto, com poucas e boas peças. Já as inglesas adoram tudo que é novidade, avant garde. Não é à toa que marcas de fast fashion se proliferam cada vez mais pelas ruas de Londres – muitas delas tenho que admitir que têm boas iniciativas a favor da sustentabilidade, com preocupações social e ambiental.

Mas aqui a questão é mercadológica. Em um mundo onde a sustentabilidade veio para ficar, as empresas têm de saber que amanhã, quando esta consciência se transformar em atitude do consumidor (e isso vai acontecer), os produtos de fast-fashion terão um impacto negativo de vendas. E o mercado de luxo, se souber aproveitar, vai ter um outro boom e ganhar novos consumidores.

É claro que estamos falando por enquanto de consciência para os consumidores das Classes A e B. Até porque as Classes C e D só agora estão tendo o prazer de conseguir consumir e vai ser difícil eles abrirem mão deste luxo conquistado a curto prazo. Mas isto já é um tema para um próximo post, que será publicado amanhã aqui no Verdinho Básico.

Veja abaixo vídeo com trecho do debate sobre comportamento verde promovido pelo Estadão e pela Livraria Cultura que fala sobre a tendência do consumo mundial.

Em tempo, leia matéria da jornalista Andrea Vialli publicada hoje na seção Planeta do jornal O Estado de S. Paulo. É sobre compra de roupas de segunda mão ser tendência do consumo consciente. Clique aqui para ler.

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