Brasileiros entendem mais sobre biodiversidade

Biodiversidade é a variedade de vida na Terra e os padrões naturais que ela forma.” Você sabia disso? Pois é, 94% dos brasileiros disseram que sabem ou tem noção do que quer dizer biodiversidade e metade deles realmente conheciam o significado exato desta palavra. Isto colocou o Brasil na posição de líder mundial sobre entendimento do conceito de biodiversidade à frente da Alemanha, França, Inglaterra e Estados Unidos.
Este foi um dos resultados que a Union for Ethical BioTrade obteve da pesquisa encomendada para a Ipsos sobre este conceito e realizada anualmente desde o ano passado. A novidade é que o Brasil foi incluído em 2010 ao lado dos países acima citados. Foram entrevistados 5 mil consumidores franceses, ingleses, alemães, norte-americanos e brasileiros.
Batizada de Barômetro da Biodiversidade 2010, a pesquisa ainda revelou que mulher sabe mais sobre biodiversidade que homem, assim como pessoas com maior nível social e profissional também. Se agrupados os países europeus e os Estados Unidos, somente 60% dos entrevistados já ouviram falar sobre biodiversidade (contra os 94% dos brasileiros). Além disso, 73% dos consumidores nacionais já ouviram falar sobre biopirataria, contra 23% dos Estados Unidos e Europa.
A pesquisa abordou outros conceitos de comércio ético nos cinco países participantes. O que chamou a atenção principalmente foi que 94% dos consumidores europeus e norte-americanos conhecem o conceito de comércio justo e se preocupam em saber se os produtos são feitos a partir dos princípios de Fair Trade. O segundo e o terceiro conceito mais conhecido por eles são o de “perda de espécies” (89% dos entrevistados) e “desenvolvimento sustentável” (82%).
Já o consumidor brasileiro demonstrou maior conhecimento também em outras questões e conceitos: 98% sabem o que é “perda de espécies”; 93%, “conservação da biodiversidade”; 92% o que é “desenvolvimento sustentável”; porém somente 79% sabem o que é comércio justo.
Tabela
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Outro ponto importante revelado pelo Barômetro da Biodiversidade 2010 é que os consumidores querem ser informados a respeito de como as empresas compram seus ingredientes naturais. No Brasil, 98% se dizem preocupados com isso contra 86% dos europeus e norte-americanos, quando perguntados sobre o setor de alimentos (número que varia muito pouco referente ao setor de cosméticos).
Os entrevistados também disseram que acreditam mais em empresas e produtos que levam selos de certificadoras, ou seja, um órgão independente. E 94% dos brasileiros afirmam que parariam de comprar um produto de higiene pessoal ou cosmético se soubesse que a empresa que produz não cuida do meio ambiente ou não segue práticas de comércio ético em seus processos de abastecimento.
Esse número cai para 89% quando se refere aos alimentos. Entre consumidores europeus e americanos este número cai bastante para 81% referente à indústria de cosmético e 78%, de alimentos.

Tabela 2
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A pesquisa ainda retrata a preocupação de empresas de cosméticos com a biodiversidade. Das 100 maiores, 52 divulgam práticas de sustentabilidade, somente 21 mencionam sobre biodiversidade, 12 divulgam as práticas de abastecimento de biodiversidade e somente 3 mencionam questões claramente relacionadas à biodiversidade como conhecimento tradicional e direitos de propriedade intelectual. As 20 maiores empresas são as que mais divulgam e fornecem informações como as mencionadas acima.

Tabela 3
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Ao contrário do que muitos consumidores podem pensar, as empresas entrevistadas que estão comprometidas com o uso de ingredientes orgânicos e naturais raramente mencionam o abastecimento ético da biodiversidade – prática diretamente ligada à essa filosofia. Contudo isto não quer dizer que elas não se preocupam com isso de fato e sim que não acham importante divulgar, seja porque acham que está intrínseco no seu negócio ou por outro motivo.
A conclusão da pesquisa são muitas, mas foram ressaltadas quatro delas:
Biodiversidade é uma tendência emergente. Do ano passado para este, o percentual de consumidores europeus e norte-americanos que têm consciência sobre o conceito aumentou em 4 pontos.
Por vivermos em um país rico em biodiversidade, o brasileiro tem um nível de compreensão mais elevado sobre o assunto do que os outros.
As empresas de cosméticos e alimentos devem se preocupar com suas práticas de abastecimento de biodiversidade pois o consumidor está de olho nisso.
Por 2010 ser o Ano Internacional da Biodiversidade, os consumidores ficarão ainda mais conscientes e haverá grande incentivo às empresas para aderirem à este conceito ético.

Piso feito de bambu

Para quem ainda não conhece, já existe no Brasil pisos feitos de bambu! Eles são lindos e sustentáveis! O bambu é uma gramínea, ou seja, quando se faz a poda ele é fortalecido e cresce novamente. Assim, de quatro em quatro anos pode-se fazer outra colheita com o mesmo bambu! E o que é ainda melhor: isso pode durar por até 100 anos!

Uma das empresas que fabrica esse produto é a IndusParquet. Disponível nas tonalidades natural e carbonizada, o piso é resistente e possui boa retenção térmica. O preço é  R$ 184,00 por m² instalado.

Os endereços aonde você pode encontrar uma IndusParquet são:

Shopping D| Loja 242 – Piso Térreo | tel. (11) 3043 9238

Lar Center| Loja 109 – Piso Térreo | tel. (11) 2221 1151

Alphaville| Calçada das Orquídeas, 102C | tel. (11) 4195 4739 | + 55 (11) 4195 4737

ABC| Av. Rotary, 825 (dentro do complexo do Center Castilho)

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Bambu

Outra empresa que trabalha exclusivamente com bambu e tem este piso é a NeoBambu. Clique aqui para visitar seu site e conhecer um pouco mais sobre ela!

NeoBambu

Vamos Cuidar do Planeta

No mês que vem serão reunidos 400 jovens vindos de 52 países diferentes para discutir e agir a favor do meio ambiente e das mudanças climáticas que afetam o planeta em que vivemos.

Que nossos hábitos precisam mudar, é um fato. Produzindo e consumindo cada vez mais lixo e gases poluentes como ainda fazemos, se nada for feito, nós estaremos no caminho para o desastre.

Foi pensando nisso que os Ministérios da Educação e Meio Ambiente criaram a Conferência Internacional Infantojuvenil – Vamos Cuidar do Planeta. Tudo começou em 2003 com a primeira conferência nacional infantojuvenil pelo meio ambiente, que devido ao seu sucesso aconteceu novamente em 2006 e 2009, envolvendo ao todo 13 milhões de pessoas em 20 mil escolas de todo o país.

Brasil

Esse ano o governo brasileiro, assumindo a liderança no cenário global das políticas de educação ambiental, está replicando a conferência no âmbito internacional com a participação de 400 jovens de 52 países diferentes.

Alemanha

No decorrer dos dia 5 a 10 de junho, os jovens delegados vão aprender a produzir peças de comunicação para divulgar sua mensagem e participarão de atividades culturais e oficinas relacionadas à temática das mudanças socioambientais globais. Haverão workshops, debates e palestras. E eles ainda vão conhecer o Jardim Botânico e o Parque Nacional de Brasília para entender melhor o cerrado, um dos biomas mais importantes do Brasil.

O objetivo final dessa conferência é criar a “Carta das Responsabilidades – Vamos Cuidar do Planeta“, na qual todos os jovens participantes se comprometem a adotar ações em suas comunidades e divulgar a carta para seus governos locais e nacionais.

Os participantes têm entre 12 e 15 anos, mostrando que a juventude atual está cada vez mais interessada e ativa na área de proteção do meio ambiente. O evento ocorre em Luziânia, 50 quilômetros de Brasília.

República Democrática do Congo

Estados Unidos da América

Para saber mais visite o site: http://confint2010.mec.gov.br ou siga os updates diários no Facebook (Let’s Take Care of the Planet) e no Twitter (@Confint2010).

Chocolate orgânico ainda engatinha

O mercado de chocolate orgânico ainda engatinha no Brasil. Mas na Europa já é tido como um produto de luxo com bom valor agregado. A empresa belga de chocolate Callebaut, considerada uma das melhores do mundo, já trouxe para o Brasil três dos seus chocolates orgânicos exclusivamente para a Cau Chocolates. Mas eles ainda não fazem parte da linha regular. Pelo menos por enquanto. Veja abaixo, entrevista com Antonio Moreira, gerente de vendas gourmet da Barry Callebaut Brasil.

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1. Como você vê este mercado?
Aqui no Brasil, o mercado orgânico como um todo ainda está muito incipiente. Acredito que nosso mercado em geral ainda é muito influenciado por preço, então fazer com que o consumidor pague um valor a mais pelo fato de ser um produto orgânico, apesar de todos os atributos que envolvem a cultura orgânica, ainda é algo muito difícil de se conseguir.

2. Qual a tendência para os próximos anos?
Acredito que ainda temos um longo caminho a percorrer para termos implantada uma “consciência orgânica” em nosso mercado, diferentemente de países como Inglaterra e Alemanha, onde expressões como “orgânico”, “fair trade / comércio justo”, “rain forest” já fazem parte do cotidiano e realmente agregam valor ao produto que carrega estas denominações.

3. Como você vê a qualidade dos produtos?
Posso falar pelos nossos produtos. Nossos chocolates orgânicos são no mínimo tão bons quanto nossos chocolates tradicionais. Ainda não trazemos nossa linha orgânica pois além de uma procura muito pequena por esse tipo de produto, é preciso ter uma estrutura adequada para que todos os requisitos do processo orgânico sejam respeitados.

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