Anote: dicas e produtos indispensáveis para o seu bebê

Sei que no mês passado escrevi que iria trazer mais dicas de produtos para recém-nascido. Mas a verdade é que nestes últimos meses minha nova vida de mãe me trouxe tantas experiências que tenho vontade de escrever sobre outras muitas coisas. Mas para honrar o que prometi, aqui vão algumas dicas essenciais para a chegada do pimpolho.

Carrinho e cadeirinha do carro: faça uma lista com as características que você procura por ordem de prioridade. Depois vá atrás do produto que tenha a maioria delas. Você quer um carrinho pequeno e leve ou pode ser grande e com espaço para colocar sacolas? Onde pretende usá-lo? Precisa ter rodas grandes para andar em gramados ou não? Pense neste tipo de coisa.

Cadeirinha treme-treme: indispensável! É leve e você pode levar para qualquer parte da casa. Existe um modelo que dá tanto para recém-nascido usar como para crianças de até 2 anos. Eu resolvi comprá-la na última hora e uso todos os dias. Para o meu filho que tem refluxo é um ótimo lugar para ele ficar depois das mamadas. Algumas noites em que ele não consegue dormir na cama até chego a colocá-lo na cadeirinha e pronto. Dorme como um anjinho.

Quadrado (play yard): ótimo para deixar na sala. Tem um modo para ser cama de recém-nascido. Como tenho uma cachorra, achei mais seguro do que deixar o Nick ao alcance dela. É uma Golden Retriever super boazinha. Mas não custa prevenir, né? Por maior esforço que eu faça, ela tem um fundinho de ciúmes do bebê.

Enxoval: as roupinhas de algodão são as mais gostosas. Se for orgânico, melhor para a pele do bebê. No meu caso, ainda ganhei muitos macacões e casacos feitos de tricô pela minha mãe. Um charme. Até meu marido virou pra mim e comentou como o Nick estava chique um dia. Que tal tricotar ou encomendar de alguma artesã?

Mamadeira, chupeta e brinquedos: se for de plástico, prefira os “livre de BPA” (bisfenol A). Eu comprei mamadeira de vidro e recomendo.

Produtos de higiene: comprei shampoos, sabonetes líquido e loção hidratante para o corpo de diferentes marcas para experimentar. Os naturais são de uma linha de calêndula da Weleda, da Aveeno Baby Organics e da Johnson’s Baby Naturals. Além disso, ganhei produtos daquela linha Hora do Sono da Johnson’s Baby. Estava meio cética, mas tenho que confessar que funciona. Quando uso no Nick fica bem mais relaxado e dorme super bem.

Fraldas: bem, isso dá assunto para uma coluna inteira. Eu estou usando duas versões eco-friendly: uma é livre de cloro, feita com matéria-prima renovável (fugindo dos derivados de petróleo), sem perfume e sem tingimento; a outra tem uma “calça” de pano com refil reutilizável e biodegradável. Pode ser jogada na privada ou até compostada.

E, por último, tenho três dicas para as mães que querem amamentar: “pomada” natural de lanolina (as marcas Medela e Lansinoh são as melhores), protetor de seio de algodão orgânico reutilizável (tem um toque gostoso e é fácil de lavar no banho) e bolsa quente especial para os seios da Aventis (para colocar pouco antes de amamentar e facilitar a vida do bebê).

Pronto acho que resumi as minhas principais dicas. Espero que as futuras mamães, papais, avós, titios e titias aproveitem um pouco da minha experiência dos nove meses.

Ah, e só mais uma coisa: cuidado para não comprar além do que precisa. Prefira tudo o que você vai usar por mais tempo ou pode ser reaproveitado. Assim, menos lixo é gerado e o planeta agradece.

(texto escrito por mim e publicado na edição de junho de 2012 da revista valeparaibano)

Brasil proíbe mamadeira com BPA

Antes tarde do que nunca. Até que enfim o Brasil resolveu aderir ao grupo de países que prefere tomar atitudes de prevenção em vez de ver sua população prejudicada por químicos nocivos à saúde.

Depois da União Europeia, onze Estados norteamericanos, Canadá, China, Malásia e Costa Rica proibirem a presenca de Bisfenol A (BPA) em produtos infantis, a Anvisa (Angência Nacional de Vigilância Sanitária) começou a tomar o mesmo rumo, mas limitou-se às mamadeiras. A partir de janeiro de 2012, não permitirá que aquelas contendo esta substância sejam vendidas por aqui.

(Eu escolhi comprar a versão de vidro da marca Dr. Brown’s, mas esta abaixo é livre de BPA, portanto é segura para os bebês)

Para muitos esse nome é desconhecido e pode parecer algo muito longe da realidade. Mas saiba que nao é. O Bisfenol A é usado em plásticos duros e transparentes que, quando aquecidos, liberam esta substância que desequilibra o sistema endócrino. Estudos mostram que ela tem o mesmo efeito que o hormônio estrogênio e pode causar diabete, infertilidade e câncer. Em bebês, a absorção do mesmo ainda é maior e, por isso, mais perigosa.

Você já ouviu a história de que não faz bem para a saúde aquecer alimentos no microondas dentro de tupperware plástico? E que deixar garrafa PET no carro com água sob o sol dia após dia pode contaminar o líquido? Pois é, a razão para ambos é que substâncias, como o BPA, por exemplo, são liberadas em maior quantidade quando aquecidas e contaminam alimentos ou bebidas que serão ingeridos por nós ou ainda por crianças.

Outro lugar onde pode ser encontrado o BPA é no interior de latas de alumínio. Já ouviu a história de que não se pode comer algo de uma lata que esteja amassada? É porque o verniz interno da mesma, quando rachado, faz com que o BPA presente em sua composição entre em contato com o alimento.

Pois é, apesar do nome estranho você deve ter percebido que o BPA está muito mais no seu dia a dia do que você pensa, né? Por isso, algumas dicas são básicas, além dos alertas mencionados acima:

1. Compre mamadeiras, chupetas, copos, pratos e talheres plásticos livres de BPA – e ainda evite aqueles que têm o número 3 ou 7, pois também podem conter a substância.
2. Troque os utensílios e tupperwares de casa pelas versões em metal, bambu ou vidro. Além de você ficar protegida, não deixa cheiro na comida nem no recipiente.
3. Não aqueca nem congele alimentos em recipientes plásticos.
4. Prefira as garrafas de alumínio reutilizáveis nas versões livre de BPA.

Apesar de até recentemente os estudos terem sido feito somente em animais, pesquisadores italianos publicaram na revista Environmental Health Perspectives do mês de agosto que o efeito em humano é o mesmo. Então, pra que se arriscar?

(artigo escrito por mim e publicado em outubro de 2011 na revista valeparaibano)

 

Related Posts with Thumbnails