Fraldas biodegradáveis e fashion

Já ouviram falar da The Honest Company? Na minha busca por fraldas descartáveis biodegradáveis descobri esta empresa que foi fundada no início deste ano (2012) por ninguém menos que a atriz Jessica Alba.

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Unindo consciência ecológica e design fashion, as fraldas são lindas e deixam as mães sem peso na consciência de estar gerando tanto lixo.

No site da marca é posível pedir uma amostra de graça para experimentar. Meu kit acabou de chegar e nos próximos dias posso falar o que achei das fraldas e dos lenços umedecidos, ambos livres de químicos nocivos, como ftalatos, formaldeídos, parabenos, triclosan, lauril sulfato de sódii e muitos outros. As fraldas levam na sua composição derivados de plantas em vez do plástico que vem do petróleo.

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E quando se pede uma amostra funciona assim. Depois que recebe a mercadoria, o cliente tem 7 dias para cancelar sua afiliação se não gostar ou não quiser fazer parte do programa da empresa. Caso contrário, um carregamento de fraldas e lenços umedecidos para 30 dias chegará na porta da sua casa por 80 dólares mensais mais o valor frete. E o cliente ainda pode escolher as estampas que mais gosta.

Ah, e a empresa também faz produtos de limpeza e de higiene. Vale a pena conferir no site www.honest.com

Uma boa ideia para empresas brasileiras, não?

Orgânicos desde cedo

Acabo de entrar no universo das papinhas. E cada vez mais me convenço que é nesta hora que muitas mulheres aderem aos alimentos orgânicos. Afinal, toda mãe quer dar para o seu pequeno comidinhas frescas, naturais e, claro, sem veneno – ops, digo, pesticidas.

Não é o meu caso, até porque sou adepta aos orgânicos muito antes de ficar grávida. Mas foi lendo livros, sites e blogs relacionados à maternidade que vi o quanto esta fase realmente propicia uma mudança de atitude mesmo em pessoas muito distantes da filosofia mais natureba (termo que uso sem nenhuma conotação pejorativa).

Um dos pontos que apresentam maior dificuldade é encontrar determinados alimentos orgânicos ou ainda uma variedade para compor as refeições do dia. Mesmo aqui nos Estados Unidos, onde frequento um supermercado com uma enorme seção de produtos livres de agrotóxico, já aconteceu de não encontrar um alimento por não ser a estação do mesmo. Coisas da natureza, faz parte. Se antigamente era assim, por que não podemos aceitar a sazonalidade dos alimentos nos dias de hoje?

Mas soluções existem. Algumas até muito práticas. Outro dia eu estava conversando com a engenheira agrônoma Marina Pasconn, que fundou a empresa de delivery de orgânicos Caminhos da Roça há 14 anos. Ela também não encontrava alimentos “livres de pesticidas” para comprar para suas filhas. A necessidade virou negócio e agora ela acaba de lançar cestas de alimentos para bebês.

Já um sucesso, as “cestinhas” batizadas de Meu Bebê e Amor de Mãe trazem ingredientes para refeições balanceadas por uma nutricionista, o que inclui sopinha e frutinhas para a sobremesa. Apesar da Caminhos só entregar em São Paulo, o mesmo pode ser feito com alguma quitanda orgânica da sua cidade.

Em São José dos Campos, por exemplo, eu pedia os produtos do Natural Delivery, que chegavam na porta da minha casa fresquinhos. Ou seja, é só programar o menu baseado no que eles têm para entregar durante aquela semana.

E por falar em cardápio, é legal ter um livro de receitas de papinhas para desde cedo ensinar seu bebê a comer bem e desenvolver o seu paladar. Eu ganhei um que estou adorando: “Cooking for Baby”, da americana Lisa Barnes, fundadora do Petit Appetit, um serviço culinário que ensina pais a fazerem comida fresca e orgânica aos seus filhos. No Brasil, vários livros ensinam esta arte também. “A panela amarela de Alice”, de Tatiana Damberg, e “A melhor comida para bebês do planeta”, de Karin Knight e Tina Ruggiero, são dois exemplos. Bon appétit!

(texto escrito por mim e publicado na edição de outubro de 2012 da revista valeparaibano)

Anote: dicas e produtos indispensáveis para o seu bebê

Sei que no mês passado escrevi que iria trazer mais dicas de produtos para recém-nascido. Mas a verdade é que nestes últimos meses minha nova vida de mãe me trouxe tantas experiências que tenho vontade de escrever sobre outras muitas coisas. Mas para honrar o que prometi, aqui vão algumas dicas essenciais para a chegada do pimpolho.

Carrinho e cadeirinha do carro: faça uma lista com as características que você procura por ordem de prioridade. Depois vá atrás do produto que tenha a maioria delas. Você quer um carrinho pequeno e leve ou pode ser grande e com espaço para colocar sacolas? Onde pretende usá-lo? Precisa ter rodas grandes para andar em gramados ou não? Pense neste tipo de coisa.

Cadeirinha treme-treme: indispensável! É leve e você pode levar para qualquer parte da casa. Existe um modelo que dá tanto para recém-nascido usar como para crianças de até 2 anos. Eu resolvi comprá-la na última hora e uso todos os dias. Para o meu filho que tem refluxo é um ótimo lugar para ele ficar depois das mamadas. Algumas noites em que ele não consegue dormir na cama até chego a colocá-lo na cadeirinha e pronto. Dorme como um anjinho.

Quadrado (play yard): ótimo para deixar na sala. Tem um modo para ser cama de recém-nascido. Como tenho uma cachorra, achei mais seguro do que deixar o Nick ao alcance dela. É uma Golden Retriever super boazinha. Mas não custa prevenir, né? Por maior esforço que eu faça, ela tem um fundinho de ciúmes do bebê.

Enxoval: as roupinhas de algodão são as mais gostosas. Se for orgânico, melhor para a pele do bebê. No meu caso, ainda ganhei muitos macacões e casacos feitos de tricô pela minha mãe. Um charme. Até meu marido virou pra mim e comentou como o Nick estava chique um dia. Que tal tricotar ou encomendar de alguma artesã?

Mamadeira, chupeta e brinquedos: se for de plástico, prefira os “livre de BPA” (bisfenol A). Eu comprei mamadeira de vidro e recomendo.

Produtos de higiene: comprei shampoos, sabonetes líquido e loção hidratante para o corpo de diferentes marcas para experimentar. Os naturais são de uma linha de calêndula da Weleda, da Aveeno Baby Organics e da Johnson’s Baby Naturals. Além disso, ganhei produtos daquela linha Hora do Sono da Johnson’s Baby. Estava meio cética, mas tenho que confessar que funciona. Quando uso no Nick fica bem mais relaxado e dorme super bem.

Fraldas: bem, isso dá assunto para uma coluna inteira. Eu estou usando duas versões eco-friendly: uma é livre de cloro, feita com matéria-prima renovável (fugindo dos derivados de petróleo), sem perfume e sem tingimento; a outra tem uma “calça” de pano com refil reutilizável e biodegradável. Pode ser jogada na privada ou até compostada.

E, por último, tenho três dicas para as mães que querem amamentar: “pomada” natural de lanolina (as marcas Medela e Lansinoh são as melhores), protetor de seio de algodão orgânico reutilizável (tem um toque gostoso e é fácil de lavar no banho) e bolsa quente especial para os seios da Aventis (para colocar pouco antes de amamentar e facilitar a vida do bebê).

Pronto acho que resumi as minhas principais dicas. Espero que as futuras mamães, papais, avós, titios e titias aproveitem um pouco da minha experiência dos nove meses.

Ah, e só mais uma coisa: cuidado para não comprar além do que precisa. Prefira tudo o que você vai usar por mais tempo ou pode ser reaproveitado. Assim, menos lixo é gerado e o planeta agradece.

(texto escrito por mim e publicado na edição de junho de 2012 da revista valeparaibano)

Xô estrias + pele hidratada, parte II

Continuei meu teste de cremes para deixar a pele hidratada e prevenir estrias. Li em vários livros e sites que as estrias que se formam na gravidez não podem ser prevenidas com cremes (as coceiras que aparecem pelo fato da pele esticar podem) e que isso está diretamente relacionado com a genética (sua mãe teve estrias na gravidez?) e com a quantidade de peso que você ganha em curto espaço de tempo. Mas mesmo assim prefiro continuar investindo nestes cosméticos. Então, desde outubro, quando escrevi a primeira parte sobre este assunto, já testei alguns outros e aqui vão minhas impressões.

Burt’s Bees Mama Bee Belly Balm – é um bálsamo natural feito com óleo de oliva, extrato de semente de abóbora e cera de abelha. É livre de fragrância, parabenos, ftalatos e petroquímicos. Não é testado em animais. Sua consistência é a mais parecida com o bálsamo da L’Occitane que mencionei no post anterior, mas tem um preço muito mais acessível. Uma lata de 85g custa 10 dólares.

Além disso, a Burt’s Bees tem outras opções de cremes para grávidas, como a manteiga para a barriga, o óleo corporal e o creme para aliviar pernas e pés cansados. Eu uso este último e recomendo. Feito com óleo essencial de eucalipto e alecrim, dá aquele efeito geladinho que relaxa, sabe? Os produtos Burt’s Bees são fáceis de serem encontrados nos Estados Unidos, mas infelizmente a marca ainda não chegou no Brasil.

Minhas impressões: fácil de passar e carregar na bolsa, ele deixa a pele super bem hidratada e quase não tem cheiro. Se você quiser passar bastante, ela vai ficar mais melecada, mas logo absorve. No clima mais quente e úmido do Brasil, o ideal é usar pouco e espalhar bem. É um dos meus preferidos, pois sempre que passo sinto que a hidratação da pele se mantém por mais tempo.

Óleo para Prevenção de estrias Weleda – esta fórmula 100% natural é feita com óleos de amêndoa doce, de jojoba e de gérmen de trigo e extrato de arnica. Assim, a pele fica hidratada, com maior elasticidade e mais firme. Dermatologicamente testado, ele é livre de perfumes, corantes, conservantes, aditivos sintéticos e óleos minerais ou seus derivados. Também não é testado em animais. Seu preço é mais salgado que o anterior mas dura bastante – e pode ser encontrado no Brasil. Um pote de 100ml sai por R$ 89.

Além deste óleo para estrias, a Weleda tem muitos produtos bons para a hidratação do corpo e do rosto. No Brasil, eu usava um da linha Iris, mas aqui nos Estados Unidos, por causa do frio cortante, precisei de um hidratante facial mais forte, mais gorduroso. Descobri o Cold Cream da Weleda, que tem um cheiro delicioso e deixa minha pele super macia. Outro produto para quando fico com alguma parte do corpo mais ressecada é o Baby Cream, sobre o qual já falei aqui no blog e que pretendo adotar como creme anti assaduras para o meu bebê. Recomendo ambos.

Minhas impressões: tem um cheiro super gostoso, calmante, e é um bom de passar e massagear a barriga – um ritual mesmo. Apesar de ser um óleo, ele absorve rápido na pele e não deixa a mesma melecada. Sinto que a hidratação é menor que os bálsamos, mas para um lugar com o clima do Brasil deve ser o ideal. Aqui eu uso ele intercalado com o da Burt’s Bees.

Mustela Creme contra estrias dupla ação – esta linha da marca francesa que relojes imitacion panerai eu já havia mencionado no post anterior está entre as mais faladas e recomendadas por amigas minhas e muitos especialistas. Foi somente por isso que resolvi agora, já no meu último trimestre (quando a barriga mais cresce), comprá-lo para experimentar. Livre de parabenos, ftalatos e fenoxietanol, este produto promete combater estrias e minimizar as adquiridas durante a gravidez. A marca recomenda usá-lo desde o início até um mês após o parto. Traz ingredientes naturais, como derivados de soja e abacate, mas não se limita aos mesmos. É testada dermatologicamente.

A linha contém oito tipos diferentes de cremes, um para cada parte do corpo ou determinada função. Eu comprei um kit que vem o creme contra estrias dupla ação, um para as pernas e um para os seios. Sei que no Brasil o preço dos produtos desta marca são bem altos. Eu paguei neste kit 65 dólares. Só o creme que previne e combate estrias está saindo por 39 dólares (140 ml). Mas no Brasil este mesmo produto custa entre R$ 150 e R$ 200.

Minhas impressões: fácil de espalhar e tem uma textura gostosa, menos oleosa, e absorve super rápido. Isso pode ser uma vantagem em climas úmidos e mais quentes, mas no frio parece que não hidrata o suficiente. Minha pele, mesmo passando duas vezes por dia, ficou coçando. Como eu sou muito alérgica (isso não é culpa do creme ou da marca), me deixou com umas bolinhas vermelhas que também coçam. Foi só eu deixar de usar um dia que elas sumiram. Além disso, não gostei muito do cheiro. Ou seja, de todos que eu experimentei é o que menos me agradou. Mas vou continuar tentando usá-lo uma vez por dia e depois coloco meu comentário aqui.

Em tempo, também experimentei um hidratante com 15% de manteiga de karité da L’Occitane. É muito bom e super hidratante. Uso direto nas pernas, nos braços e nas costas. É feito com manteiga de karité certificada de comércio justo (Fair Trade). Aí no Brasil o porte de 250ml sai por R$ 99.

Brasil proíbe mamadeira com BPA

Antes tarde do que nunca. Até que enfim o Brasil resolveu aderir ao grupo de países que prefere tomar atitudes de prevenção em vez de ver sua população prejudicada por químicos nocivos à saúde.

Depois da União Europeia, onze Estados norteamericanos, Canadá, China, Malásia e Costa Rica proibirem a presenca de Bisfenol A (BPA) em produtos infantis, a Anvisa (Angência Nacional de Vigilância Sanitária) começou a tomar o mesmo rumo, mas limitou-se às mamadeiras. A partir de janeiro de 2012, não permitirá que aquelas contendo esta substância sejam vendidas por aqui.

(Eu escolhi comprar a versão de vidro da marca Dr. Brown’s, mas esta abaixo é livre de BPA, portanto é segura para os bebês)

Para muitos esse nome é desconhecido e pode parecer algo muito longe da realidade. Mas saiba que nao é. O Bisfenol A é usado em plásticos duros e transparentes que, quando aquecidos, liberam esta substância que desequilibra o sistema endócrino. Estudos mostram que ela tem o mesmo efeito que o hormônio estrogênio e pode causar diabete, infertilidade e câncer. Em bebês, a absorção do mesmo ainda é maior e, por isso, mais perigosa.

Você já ouviu a história de que não faz bem para a saúde aquecer alimentos no microondas dentro de tupperware plástico? E que deixar garrafa PET no carro com água sob o sol dia após dia pode contaminar o líquido? Pois é, a razão para ambos é que substâncias, como o BPA, por exemplo, são liberadas em maior quantidade quando aquecidas e contaminam alimentos ou bebidas que serão ingeridos por nós ou ainda por crianças.

Outro lugar onde pode ser encontrado o BPA é no interior de latas de alumínio. Já ouviu a história de que não se pode comer algo de uma lata que esteja amassada? É porque o verniz interno da mesma, quando rachado, faz com que o BPA presente em sua composição entre em contato com o alimento.

Pois é, apesar do nome estranho você deve ter percebido que o BPA está muito mais no seu dia a dia do que você pensa, né? Por isso, algumas dicas são básicas, além dos alertas mencionados acima:

1. Compre mamadeiras, chupetas, copos, pratos e talheres plásticos livres de BPA – e ainda evite aqueles que têm o número 3 ou 7, pois também podem conter a substância.
2. Troque os utensílios e tupperwares de casa pelas versões em metal, bambu ou vidro. Além de você ficar protegida, não deixa cheiro na comida nem no recipiente.
3. Não aqueca nem congele alimentos em recipientes plásticos.
4. Prefira as garrafas de alumínio reutilizáveis nas versões livre de BPA.

Apesar de até recentemente os estudos terem sido feito somente em animais, pesquisadores italianos publicaram na revista Environmental Health Perspectives do mês de agosto que o efeito em humano é o mesmo. Então, pra que se arriscar?

(artigo escrito por mim e publicado em outubro de 2011 na revista valeparaibano)

 

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