Até que ponto a facilidade e praticidade valem a pena?

Na intenção de dar conta de fazer tudo na vida corrida que temos hoje, o ser humano resolveu que a praticidade deve ser adotada sempre que possível mas esqueceu de analisar se ela realmente é a melhor saída em todos os casos. Ou seria ainda uma preguica que tomou conta da humanidade que se acostumou a facilitar todas as suas tarefas?

É claro que é mais fácil jogar todo e qualquer lixo em um cesto só. Mas desta forma é impossível reciclar e aproveitar a parte orgânica. Para isso, é preciso se organizar e separar vidro, plástico, papel, alumínio, resíduos compostáveis, óleo de cozinha, pilhas e baterias velhas e dar o destino final apropriado para cada um.

É trabalhoso? Sim, muito mais do que descartar em um só recipiente. Mas, apesar de não ser tão prático, vale a pena evitar a poluição e o acúmulo nos lixões destes materiais que podem ser reciclados. O mesmo raciocínio vale para outras maneiras de cuidar do meio ambiente. Pode ser mais trabalhoso, mas a preservação é uma ação benéfica para o futuro, para as próximas gerações.

Muita gente pode achar isso muito distante da própria vida. Por isso resolvi pegar um exemplo bem concreto e próximo, que aliás é o que mais tem me incomodado. Uma mãe quer sempre o melhor para seu filho, certo? Então, por que muitas, para ser mais prático e fácil, resolvem não amamentar o pimpolho? Aqui nos Estados Unidos essa mania é ainda maior do que no Brasil, e começou na década de 60.

Agora, campanhas em prol da amamentação são feitas a fim de reverter esta realidade. Amamentar realmente demora mais que dar mamadeira. Mas, se os beneficios do leite materno são tantos, por que abrir mão disto em nome da comodidade? O que pode ser mais importante do que desenvolver o sistema imunológico do próprio filho?

Se pararmos para pensar, no passado resolvemos facilitar inúmeras tarefas que hoje pagamos de alguma maneira por isso, seja com a nossa saúde, a do nosso filho ou a do planeta. O fast food é uma prova disso. O preco? Obesidade infantil crescendo vertiginosamente. Enfim, a bola foi levantada. Convido todos os leitores a repensarem um pouco as suas ações e colocarem na balança até que ponto a praticidade vale a pena em médio e longo prazo.

(texto escrito por mim e publicado na edição de agosto de 2012 da revista valeparaibano)

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