Quarto do bebê: além de lindo, seguro

O Nick chegou! Depois de 37 semanas esperando ansiosamente, meu filho nasceu com 48 cm e 3 kg. Mas antes disso teve muita preparação para fazer o enxoval, o quarto e comprar todos os apetrechos que um bebê precisa. É tanta coisa que parece não acabar nunca. Mas é muito gostoso curtir cada uma delas. E, para escolher dentre tantas opções, o melhor é se informar.

Chegou a hora de preparar o quarto? Aqui vão algumas dicas que  adotei e visam sempre garantir a saúde e o bem-estar do bebê.

Móveis de madeira certificada são uma boa opção mas costumam ser caros. Procure saber como eles são feitos para descobrir o quão sustentável eles são. E, mais do que isso, o tipo de tinta ou verniz usado para pintá-los. Procure sempre os a base d’água e atóxicos, e que não emitem compostos orgânicos voláteis (COV). O mesmo serve para as tintas da parede do quarto.

Pense que o bebê vai passar muito tempo lá e que este ambiente deve ser o mais livre de químicos possível. Aliás outro ponto importante é o colchão. Prefira comprar um novo, firme, que tenha algum certificado de segurança – no Brasil, os berços devem obedecer às normas técnicas da ABNT (NBR 15860) e do Inmetro (NBR 15860-1 e 15860-2) – e, de preferência seja livre de componentes que possam emitir gases tóxicos, como retardantes de chama conhecidos por PBDE (éter difenil polibrominado), vinil, espuma de poliuretano e metais pesados.

Na hora da roupa de cama e banho, no mercado brasileiro já existem versões das feitas com algodão orgânico e tingimento natural. Outra opção “eco” é reutilizar o que é herdado de amigas ou da família, desde que estejam em boas condições, claro.

Por último, mas não menos importante, algumas regras estabelecidas pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) devem ser respeitadas. Estas mesmas são adotadas aqui nos Estados Unidos pela associação de pediatria para prevenir o risco da Síndrome de Morte Súbita Infantil.

Dentro do berço do bebê só é permitido o colchão (cuja medida deve ser justa no berço para não ficar nenhuma fresta) com o lençol de baixo, aquele de elástico. Nem protetor lateral se usa mais, para evitar perigo de sufocamento quando o bebê começa a se virar.

Nada de travesseiros, brinquedos, pelúcias, almofadas decorativas ou cobertor. Se tiver que usar este último, invista nas mantas vestíveis com zíper na frente. Ela esquenta o corpo da criança e previne que ela puxe para o rosto evitando maiores complicações respiratórias. A lista de recomendações é ainda maior e pode ser vista no site da SBP www.conversandocomopediatra.com.br.

No mês que vem, trarei mais dicas de tarefas prenatal, além de cuidados e produtos para os recém-nascidos.

(texto escrito por mim e publicado na edição de maio de 2012 da revista valeparaibano)

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