Greenwash fashion: não seja enganado por belas campanhas

Você sabia que a cultura do algodão é a mais tóxica do mundo e mata mais de um milhão de agricultores por ano? Ou seja, que o tecido feito desta planta apesar de ser natural não é sustentável? Sabia também que o tecido de bambu não pode ser considerado proveniente desta planta renovável por ela não ter fibra do tamanho mínimo para se fazer um fio sequer? Resumo: o bambu é um dos diversos ingredientes mas o que tem maior apelo comercial.

Pois é, muitas verdades são escondidas do consumidor e muitas ideias equivocadas são inventadas para garantir um bom marketing de um produto – e com isso gerar mais vendas. Esta “mentira fabricada” aplicada a conceitos relacionados ao meio ambiente é chamada de greenwash. E o que fazer para não cair nessa?

A informação e o conhecimento aqui é o maior trunfo e a melhor arma para não ser enganado. Para isso, separei algumas dicas de sites e livros que falam sobre moda sustentável. Claro que não são guias de certo e errado, mas publicações onde é possível você se familiarizar com notícias e conceitos eco-fashion.

Entre os sites nacionais, destacam-se o blog Moda do Futuro, Ser Sustentável com Estilo e o Coletivo Verde. Já os internacionais são mais numerosos e entre os melhores estão EcoStiletto.com, GreenMyStyle.com, Ecouterre.com, EcoFashionWorld.com, EcoTextile.com e GreenByDesign.com.

Agora se você quer ler um livro muito gostoso e com informações reveladoras e didáticas que já vão te situar totalmente no universo eco-fashion, não deixe de ler “Eco Chic – O Guia de moda ética para a consumidora consciente”, da jornalista inglesa Matilda Lee. Ela fala tanto de tecidos e materiais sustentáveis, como o algodão orgânico e o couro vegetal, quanto de processos ecológicos de fabricação, a cultura do descartável e o comércio justo, entre outras coisas. Matilda também mostra estilistas que já fazem isso sem abrir mão do design e, no último capítulo, traz um “faça você mesmo” para quem tem dotes manuais.

Mas a grande verdade é que na indústria da moda isto ainda é relevado pelo consumidor que na maioria das vezes não se vê afetado diretamente. O problema preocupa mais quando ele descobre que um produto de beleza ou de limpeza “ecológico” ou “natural” tem ativos prejudiciais à sua saúde e à do planeta. Mas isso é assunto para mês que vem, né? (texto publicado na revista valeparaibano)

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Comments

  1. Amei as dicas e fiquei preocupada com o algodão…

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