A garrafa virou caneta

Adoro ideias simples e inteligentes ao mesmo tempo. Este é aquele tipo de produto que faz a gente pensar como alguém não tinha feito isto antes. Nada mais justo do que usar o plástico de garrafas recicladas para fazer canetas. Assim é a B2P – Bottle to Pen (na tradução livre de garrafa para caneta). Fica aqui a dica para as empresas e para os consumidores.

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SPFW: Cenário by Irmãos Campana

Colunas de Niemeyer forradas por piaçava?  Isso mesmo. O São Paulo Fashion Week (SPFW) está acontecendo nesta semana no prédio da Bienal, em São Paulo, e o cenário desta 35a edição é assinado pelos irmãos Campana. Como faz parte do trabalho de Fernando e Humberto Campana, a sustentabilidade foi sua inspiração.

Quer ver como ficou? Dá uma olhada na entrevista que o FFW (site oficial do evento) fez com Humberto Campana.

Keep calm and…

Ganhei este caderninho de uma amiga muito querida, a Gi Vieira. Ele é feito com folhas de papel reciclado. Muito fofo!

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Brasil proíbe mamadeira com BPA

Antes tarde do que nunca. Até que enfim o Brasil resolveu aderir ao grupo de países que prefere tomar atitudes de prevenção em vez de ver sua população prejudicada por químicos nocivos à saúde.

Depois da União Europeia, onze Estados norteamericanos, Canadá, China, Malásia e Costa Rica proibirem a presenca de Bisfenol A (BPA) em produtos infantis, a Anvisa (Angência Nacional de Vigilância Sanitária) começou a tomar o mesmo rumo, mas limitou-se às mamadeiras. A partir de janeiro de 2012, não permitirá que aquelas contendo esta substância sejam vendidas por aqui.

(Eu escolhi comprar a versão de vidro da marca Dr. Brown’s, mas esta abaixo é livre de BPA, portanto é segura para os bebês)

Para muitos esse nome é desconhecido e pode parecer algo muito longe da realidade. Mas saiba que nao é. O Bisfenol A é usado em plásticos duros e transparentes que, quando aquecidos, liberam esta substância que desequilibra o sistema endócrino. Estudos mostram que ela tem o mesmo efeito que o hormônio estrogênio e pode causar diabete, infertilidade e câncer. Em bebês, a absorção do mesmo ainda é maior e, por isso, mais perigosa.

Você já ouviu a história de que não faz bem para a saúde aquecer alimentos no microondas dentro de tupperware plástico? E que deixar garrafa PET no carro com água sob o sol dia após dia pode contaminar o líquido? Pois é, a razão para ambos é que substâncias, como o BPA, por exemplo, são liberadas em maior quantidade quando aquecidas e contaminam alimentos ou bebidas que serão ingeridos por nós ou ainda por crianças.

Outro lugar onde pode ser encontrado o BPA é no interior de latas de alumínio. Já ouviu a história de que não se pode comer algo de uma lata que esteja amassada? É porque o verniz interno da mesma, quando rachado, faz com que o BPA presente em sua composição entre em contato com o alimento.

Pois é, apesar do nome estranho você deve ter percebido que o BPA está muito mais no seu dia a dia do que você pensa, né? Por isso, algumas dicas são básicas, além dos alertas mencionados acima:

1. Compre mamadeiras, chupetas, copos, pratos e talheres plásticos livres de BPA – e ainda evite aqueles que têm o número 3 ou 7, pois também podem conter a substância.
2. Troque os utensílios e tupperwares de casa pelas versões em metal, bambu ou vidro. Além de você ficar protegida, não deixa cheiro na comida nem no recipiente.
3. Não aqueca nem congele alimentos em recipientes plásticos.
4. Prefira as garrafas de alumínio reutilizáveis nas versões livre de BPA.

Apesar de até recentemente os estudos terem sido feito somente em animais, pesquisadores italianos publicaram na revista Environmental Health Perspectives do mês de agosto que o efeito em humano é o mesmo. Então, pra que se arriscar?

(artigo escrito por mim e publicado em outubro de 2011 na revista valeparaibano)

 

Não dê lixo neste Natal

Algumas coisas me deixam angustiadas pelo simples fato de produzirem um lixo absurdo. E uma delas acontece nas festas de final de ano. Que casa não passa pelo seguinte ritual? Troca-se e abre-se os presentes e depois é hora de recolher todos os papéis que embrulharam os mimos que o Papai Noel trouxe.

Existem ainda algumas embalagens que, de tão rebuscadas, são quase um presente à parte. Pena que não dá para guardá-las e o destino final é o descarte mesmo. Poucas situações me deixam mais incomodadas do que esta descrita no parágrafo acima.

Uma, por exemplo, acabei de vivenciar: uma mudança. Papéis e caixas que não acabam mais foram necessários para que minha “casa” chegasse inteira. Realmente só quebrou uma taça de vinho. Mas o lixo foi do tamanho da minha garagem que cabe um carro grande. Para minimizar, a empresa veio recolher e garantiu a reciclagem de tudo. Espero que o faça, pois para este caso não temos muitas alternativas.

Outro fato vou vivenciar nos próximos meses: as fraldas de um bebê. São cerca de 9 por dia! Ou seja, 63 por semana ou ainda 3285 por ano! E todas são sujas, ou seja, não serão recicladas. Será que não é hora de empresas no Brasil investirem nas versões biodegradáveis? Pois acho difícil “virar moda” voltar a usar a de pano. Se você tiver algumas dicas, estou aceitando sugestões.

Enfim, voltando ao Natal, algumas ideias criativas podem ajudar a diminuir o lixo. Por que não aproveitar embalagens antigas ou ainda criar novas com revistas e jornais que irão para a reciclagem?

No ano passado escolhi imagens bonitas de revistas que tinham alguma relação com o que o presenteado gostava e usei páginas – que foram grampeadas ou coladas uma nas outras como um patchwork – para embrulhar o presente. Em alguns casos, usei jornal e desenhei ou escrevi frases coloridas.

E sabe qual foi o melhor de tudo? Além de ter ficado com a consciência limpa, as pessoas se divertiram olhando a embalagem ao receberem os presentes. Que tal experimentar você também? E boas festas a todos!

(artigo escrito por mim e publicado na edição de dezembro de 2011 na revista valeparaibano)

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