A revolução da educação está nas telas

A tradicional frase “Saia do computador e vá estudar” está perdendo o sentido nos dias de hoje. O que antes era visto como entretenimento e passatempo, hoje já pode ser considerado sinônimo de aprendizado e acesso à educação de ponta.

Esta é a proposta da Khan Academy e do iTunes U. Este último oferece aulas gratuitas, seja em áudio, vídeo ou texto, de diversas e renomadas universidades do mundo todo. Elas podem ser acessadas por aplicativo de iPad, iPhone, iPod Touch ou mesmo pelo computador. Para descobrir as aulas basta procurar cursos pelas áreas do seu interesse ou pela lista das universidades. Uma busca por um assunto mais específico também pode ser feita. Entre as faculdades que disponibilizam material gratuito estão a New York University, a Columbia University, o MIT (Massachussets Institute of Technology), a Harvard University, a Cambridge University entre muitas outras famosas instituições.

Já a Khan Academy, fundada em 2006 pelo norteamericano Salman Khan, é uma empresa que fornece gratuitamente conteúdo educativo para estudantes do ensino fundamental por meio de vídeos postados no Youtube. Sua proposta é simples: em vez dos professores gastarem seu tempo com aulas expositivas e pedirem que os alunos façam lições de casa sobre o assunto, eles devem aprender o tema assistindo às aulas no Youtube e chegar na classe com dúvidas a serem esclarecidas ou prontos para responder questões e desafios do professor. Assim este passa a ter o papel de tutor e garante maior interação na sala de aula, como é feito na tradicional universidade inglesa de Oxford.

O mais encantador disso é pensar que uma criança menos privilegiada de um país pobre pode ter a mesma aula que os alunos das melhores escolas do mundo. Basta ter sede de informação para aprender. Hoje já sao mais de 3.800 videoaulas de cerca de 10 minutos cada e mais de 200 milhões de acessos. O segredo está na maneira didática e atraente como as matérias são exibidas.

No mês passado a Fundação Lemann assinou um contrato de 5 anos com a Khan Academy para traduzir todo o conteúdo para o português e disseminar a ideia no Brasil. Mas antes mesmo da parceria estar no papel, 400 vídeos haviam sido traduzidos e usados por 10 escolas públicas de São Paulo e Santo André. A aceitação parece estar sendo boa, pois os alunos estão faltando menos e participando mais na classe.

Esta revolução na educação tende ao sucesso, pois traz algo atraente aos jovens de forma que o aprendizado seja mais prazeiroso. Agora só nos resta torcer para que as escolas “comprem a ideia” e que os governos invistam em infraestrutura para que as escolas e os alunos tenham acesso à internet.

(coluna escrita por mim e publicada na edição de fevereiro de 2013 da revista valeparaibano)

A onda dos gadgets descolados e eco-friendly

Gadgets eletrônicos viraram objetos de desejo nos dias de hoje. E quanto mais modernos e futurísticos, mais agradam o público. Entre as tendências do mundo geek, uma chama a atenção por ter seu lado eco-friendly bem aguçado. São os aparelhos que funcionam com energia limpa e renovável.

Os mais comuns são aqueles que usam o sol como fonte de energia. No Brasil já é possível encontrar uma mochila com placas solares que recarregam notebooks, celulares e mp3 players, por exemplo. Além de sua utilidade, seu design descolado vem conquistando os mais high-techs e muitos fashionistas.

Ainda da mesma família, mas menores e mais em conta, estão as lanternas, os carregadores solares de celulares e uma versão exclusiva para iPhone, que também faz a vez de capa de proteção. Para quem gosta de acampar ou fazer trilhas, eles podem se transformar em um item fundamental e de segurança.

De olho nesta “necessidade contemporânea”, algumas empresas de tecnologia já estão investindo neste mercado. No ano passado, a Samsung lançou no Brasil o Blue Earth, um celular com placas solares que carregam o aparelho e dispensam a eletricidade.

Agora, a marca acaba de lançar nos Estados Unidos um netbook com a mesma tecnologia. Pode ser usado na praia, no campo ou receber energia do sol que entra pela janela de casa ou do escritório. Conforme seu desempenho de venda e aceitação, a novidade será exportada para outros países. Nos resta, então, torcer.

Mas as pesquisas de novas tecnologias não param e cada dia trazem mais inovações e aplicações funcionais para suas descobertas. É o caso da operadora de celular europeia Orange que apresentou na última edição do badalado festival de música de Glastonbury, na Inglaterra, o protótipo de uma camiseta que abriga um dispositivo que absorve as ondas sonoras dos shows e transformam-nas em energia para carregar o celular – que pode ser colocado no bolso da mesma para tal.

Estes são só alguns exemplos do que está por vir para ajudar o planeta na busca pela energia limpa e renovável. E mais uma prova de que ser sustentável é “cool”.

(artigo escrito por mim e publicado na edição de setembro de 2011 da revista valeparaibano)

Estacionamento solar e adoção do Bambi

Assim que cheguei aqui nos Estados Unidos, dois dias depois da minha mudança, fui levar meu marido ao trabalho. Qual a boa surpresa? Uma obra no estacionamento da empresa. Pois é, você deve estar pensando em como pode ser uma “boa surpresa”, certo?

Explico. Eles estão fazendo um estacionamento semi-coberto em que o telhado é cheio de placas solares que captam energia do sol e transformam em eletricidade, que aliás pode ser usada por carros elétricos ou híbridos no próprio estacionamento.

Vagas especiais com cabo e plug para abastecer este tipo de veículo foram colocadas nos lugares mais VIPS do estacionamento, perto da entrada. Ponto para quem já tem o seu (que mesmo aqui é caro e infelizmente não conseguirei comprar o meu). Duas vezes que passei por lá vi um Volt parado e sendo abastecido. A pessoa chega no trabalho, para e já pluga o carro. Muito legal de ver.

Além disso, outros prédios da empresa têm espalhados painéis solares por seus gramados, às vezes até parecendo uma “plantação” dos mesmos. Rsrsrs

Saindo do lado energético e indo para o lado de cuidado animal, outra boa surpresa quando chegamos é um programa da empresa que meu marido trabalha para adoção de filhotes de veados (dears). Isso mesmo, o prédio é cercado por uma mata cheia de animais silvestres, dentre eles e principalmente, os veados ou Bambis, como alguns preferem lembrar por influência da Disney.

Neste programa você se inscreve, recebe o número do seu animal adotado e pode batizá-lo. A nossa veadinha chama-se Kotik (pequeno filhote, em russo). Quando chegar o inverno vários destes filhotes ainda não estão prontos para enfrentar o frio ao ar livre. Então, eles são recolhidos e tratados com leite, ração ou o que precisar.

É nesta hora que nós, pais adotivos, podemos alimentá-los (até dar mamadeira na boca deles) e devemos arcar também com os custos de alimentação e/ou remédios. Esperamos que a Kotik esteja forte no inverno, mas se não tiver estaremos lá para ajudá-la.

Veja essa foto abaixo. É um(a) veadinho(a) que fica lá na mata. Queremos acreditar que esta é a nossa Kotik. 😉

Lixeiras compactam os resíduos com energia solar

Você já ouviu falar de um compactador solar de lixo? Isso mesmo. O nome é estranho mas autoexplicativo. Nada mais é do que um cesto de lixo que usa o sol como fonte de energia para compactar, ou diminuir, o volume do lixo que está dentro dele.

No mês passado, quando estive em Chicago e em Nova York, vi em ambas as cidades estas lixeiras, chamadas de Solar Compactor. Fiquei curiosa e tirei foto de ambas (veja abaixo) para depois pesquisar sobre isso. Qual sua função e como ajuda o meio ambiente?

Entre as principais vantagens estão: faz com que a frequência do recolhimento de lixo seja menor, e com isso economiza combustível do caminhões, gera menos poluição e trânsito, além de manter animais como ratos e pombas longe dos resíduos, o que garante pontos para a questão de saúde pública.

A cidade de Nova York já instalou mais de 500 lixeiras e espera com isso diminuir de 17 para 5 vezes por semana o números que recolhimento dos resíduos e com isso economizar mais de um milhão de dólares por ano.

O produto é incrível e só tem o que ajudar as cidades. Assim como diversos municípios já aderiram, espero que São Paulo e outras capitais brasileiras invistam nesta ideia. Veja abaixo os vídeos sobre a lixeira e seus benefícios.

Escolha os melhores no Prêmio GreenBest

Foi dada a largada na semana passada para o GreenBest, o maior e mais abrangente prêmio voltado à sustentabilidade do Brasil. É a primeira vez que o internauta e consumidor brasileiro vai poder escolher quais os melhores produtos, marcas, projetos e iniciativas em prol do meio ambiente e da conscientização “verde”. Com o resultado, o mercado recebe um feedback da percepção de mercado.

Além da votação popular, o GreenBest tem um júri oficial batizado de Academia GreenBest que garante uma avaliação de especialistas e profissionais da área. É o reconhecimento mais técnico que faz com que os brasileiros conheçam as principais iniciativas e as tomem como exemplo para possibilitar ainda mais o crescimento deste mercado em expansão. A auditoria fica por conta da Ernst & Young Terco.

São 16 categorias: Alimentação, Arquitetura e Construção, Beleza, Campanhas Publicitárias, Energia, Iniciativas Governamentais, Jornalista e Blogueiro, Materiais Inovadores, Moda, Móveis e Decoração, ONG, Personalidade do Ano, Sites e Aplicativos, Tecnologia, Transporte e Veículos de Comunicação. (clique em cima de cada uma para ir para a página de votação da respectiva categoria)

A votação vai até 16 de março. Depois serão apurados os votos e em 29 de março começa a votação entre os 3 finalistas de cada categoria. Dia 17 de maio serão anunciados os vencedores. Participe!

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