Ano novo, fôlego novo

Em primeiro lugar, feliz ano novo! Depois de ter passado umas férias de 40 dias no Brasil, agora o ano realmente começou para mim. De volta a minha casa, onde já moro há quase um ano e meio, 2013 promete novidades e mudanças. Meu filho, com 11 meses, já é um meninão e está indo para escola. Com isso, não terei mais desculpas para não escrever aqui.

Ainda não sei o formato, se colocarei mais fotos e experiências, ou textos mais críticos, mas o importante é que voltarei a escrever com maior frequência no Verdinho. A maneira como farei acho que vou descobrir aos poucos. Afinal, essa é a vantagem de ter um blog, né? O que continuarei postando com certeza serão as minhas colunas e as matérias que faço. Entra como “Portfolio” aqui no blog.

Ah, e tenho uma novidade. Vou começar a fazer um curso de “Writing” em inglês. Então, não se assuste se eu começar a escrever os posts em duas línguas. 😉

Enfim, que venha 2013 e que ele seja pelo menos tão bom como 2012!

Keep calm and…

Ganhei este caderninho de uma amiga muito querida, a Gi Vieira. Ele é feito com folhas de papel reciclado. Muito fofo!

20120918-234457.jpg

Blog em “nova temporada”

Quem acompanha ou acompanhava o blog está percebendo que tenho postado muito pouco (somente minhas colunas). É que um filho recém-nascido e agora com 6 meses dá muito trabalho e sobra pouco tempo para parar, sentar na frente do computador e escrever. Mas estou cheia de dicas rápidas, de produtos green que encontro aqui nos EUA.

Por isso resolvi que a partir de hoje vou postar do celular. Seja de madrugada quando ele acorda, durante a mamada, enquanto estou fazendo algo enquanto ele dorme ou antes de dormir. Sorry antecipada pelos eventuais erros de digitação. 😉

Serão posts rápidos, com fotos, mas é um jeito de ir compartilhando pouco e sempre. Outra coisa que quero tentar fazer é postar as papinhas orgânicas que estou fazendo para o Nick. Para não precisar de edição, que sei que não terei tempo, vou tentar começar por vídeos feitos do celular mesmo.

Mas pode deixar que vou tentar falar sobre outras coisas além de bebê e coisas do universo infantil. Ih, ele acabou de acordar. Tenho que ir. Bye bye!

Até que ponto a facilidade e praticidade valem a pena?

Na intenção de dar conta de fazer tudo na vida corrida que temos hoje, o ser humano resolveu que a praticidade deve ser adotada sempre que possível mas esqueceu de analisar se ela realmente é a melhor saída em todos os casos. Ou seria ainda uma preguica que tomou conta da humanidade que se acostumou a facilitar todas as suas tarefas?

É claro que é mais fácil jogar todo e qualquer lixo em um cesto só. Mas desta forma é impossível reciclar e aproveitar a parte orgânica. Para isso, é preciso se organizar e separar vidro, plástico, papel, alumínio, resíduos compostáveis, óleo de cozinha, pilhas e baterias velhas e dar o destino final apropriado para cada um.

É trabalhoso? Sim, muito mais do que descartar em um só recipiente. Mas, apesar de não ser tão prático, vale a pena evitar a poluição e o acúmulo nos lixões destes materiais que podem ser reciclados. O mesmo raciocínio vale para outras maneiras de cuidar do meio ambiente. Pode ser mais trabalhoso, mas a preservação é uma ação benéfica para o futuro, para as próximas gerações.

Muita gente pode achar isso muito distante da própria vida. Por isso resolvi pegar um exemplo bem concreto e próximo, que aliás é o que mais tem me incomodado. Uma mãe quer sempre o melhor para seu filho, certo? Então, por que muitas, para ser mais prático e fácil, resolvem não amamentar o pimpolho? Aqui nos Estados Unidos essa mania é ainda maior do que no Brasil, e começou na década de 60.

Agora, campanhas em prol da amamentação são feitas a fim de reverter esta realidade. Amamentar realmente demora mais que dar mamadeira. Mas, se os beneficios do leite materno são tantos, por que abrir mão disto em nome da comodidade? O que pode ser mais importante do que desenvolver o sistema imunológico do próprio filho?

Se pararmos para pensar, no passado resolvemos facilitar inúmeras tarefas que hoje pagamos de alguma maneira por isso, seja com a nossa saúde, a do nosso filho ou a do planeta. O fast food é uma prova disso. O preco? Obesidade infantil crescendo vertiginosamente. Enfim, a bola foi levantada. Convido todos os leitores a repensarem um pouco as suas ações e colocarem na balança até que ponto a praticidade vale a pena em médio e longo prazo.

(texto escrito por mim e publicado na edição de agosto de 2012 da revista valeparaibano)

Turismo por um mundo melhor

Nova York é um dos destinos preferidos dos brasileiros quando o tema é férias ou ainda fazer compras. Não há quem não fique deslumbrado com a Quinta Avenida ou com um passeio pelo Central Park. Quando o assunto é arte, o The Metropolitan Museum e o Guggenheim são endereços presentes nos roteiros. Para crianças ou intessados em ciências em geral, os museus de História Natural e o Science Hall garantem a diversão. Isso sem falar dos prédios com lindas vistas e áreas descoladas da cidade.

Mas o que muitos desconhecem, ou não dão tanta importância, é para uma das atrações que mais me agrada na Big Apple: a visita ao headquarter da Organização das Nações Unidas. Eu já tinha feito este passeio mas no mês passado fui de novo com duas amigas e meu sobrinho. Apesar de terem perfis e interesses totalmente diferentes – uma publicitária, uma advogada e um estudante de 14 anos -, pude ver que os três adoraram o programa.

Por apenas 16 dólares e sem precisar agendar horário com antecedência, é possível fazer um tour guiado de uma hora e meia e ver a Assembleia Geral, a sala do Conselho de Segurança e conhecer a história, como funciona e vários projetos da ONU e de suas agências afiliadas. Desafios humanitários, sociais e ambientais são embasados em duras realidades e buscam uma solução plausível para ameaças que vivemos hoje em dia.

Um exemplo interessante é o “School in a Box”, em que uma caixa com atividades para 40 alunos é enviada para lugares sem escola para incentivar a educação ou ainda para áreas que sofreram com algum abalo natural ou guerra civil e as crianças perderam seus locais de estudo.

Apesar da dura realidade que é mostrada, como por exemplo dados para apresentar a urgência dos 8 Objetivos do Milênio, o saldo da vista é algo positivo e inspirador. Mostra que tem gente lutando por um mundo melhor e que cada um pode fazer a sua parte, literalmente.

Além do apoio de governos e empresas, a ONU tem alguns programas para pessoas físicas ajudarem, seja com dinheiro ou com sua inteligência e tempo. Isso mesmo. O site www.freerice.com, por exemplo, é um jogo online de perguntas sobre 15 diferentes assuntos. A cada resposta certa, 10 grãos de arroz é doado para o World Food Program das Nações Unidas para acabar com a fome no mundo. Além de se divertir você está ajudando um dos maiores problemas globais. Se apenas 0,01% da população mundial respondesse corretamente uma pergunta 70 milhões de grãos seriam doados.

Enfim, além de engajar a população civil de uma maneira interativa, a visita à ONU ainda oferece acesso a exposições temporárias de fotos ou arte que ficam no lobby do prédio. A entrada da ONU fica na Primeira Avenida entre as ruas 45 e 46. Crianças menores de 5 anos não podem entrar e, dependendo da agenda de atividades, o prédio pode ser fechado. Por isso, consulte sempre o website visit.un.org. Anote e não perca este programa!

(texto escrito por mim e publicado na edição de março de 2012 da revista valeparaibano)


 

Related Posts with Thumbnails