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verdinha & básica agora em loja de rua

September8
Por Alice Lobo

Você já conhece a loja Super Cool Market que fica na Vila Madalena, em São Paulo? Pois é, independente se você conhece, aqui vai um bom motivo para ir lá: as nossas camisetas verdinha & básica passam a ser vendidas lá a partir desta semana!

É uma ótima oportunidade para provar e conhecer de perto o que cai melhor em você. Algodão orgânico com tingimento natural ou liocel? Corre lá na Rua Purpurina, 219. Fica aberto de segunda a sexta das 11h às 20h e sábado das 11h às 18h.

Veja os dois vídeos abaixo. Um traz a coleção e as estampas que estão por lá e o outro é sobre a loja, feito logo após sua abertura no ano passado.

Mas as novidades da verdinha & básica não param por aí. Uma estampa desta coleção está sendo vendida com exclusividade no site Ecochoice. Se você é fã de sapato de salto alto e de estampas com mensagens, clique aqui e confira o modelo de biojérsei verde ou clique aqui para ver o modelo em algodão orgânico azul.

Mães da Casa do Zezinho lançam Içá

August27
Por Alice Lobo

O projeto A Gente Transforma idealizado pelo designer Marcelo Rosenbaum não só capacitou parte da população da Casa do Zezinho do Capão Redondo e fez um mutirão para reformar os arredores do principal centro de lazer da comunidade como também criou uma marca para o Grupo de Mães Amigas da Casa do Zezinho (GMACZ): a Içá.

Com a ajuda das designers Cristiane Rosenbaum e Roberta Crelier e material doado pela Cipatex, produtora de tecido atoalhado, as costureiras criaram e produziram uma coleção cheia de vida de bolsas coloridas. O resultado pode ser visto nas fotos abaixo de Douglas Garcia / Divulgação, no vídeo e no blog da Içá.

Içá Bolsa

Içá mala

Içá bolsinha

O vídeo foi feito na feira de design contemporâneo Paralela Gift, onde a marca foi lançada há duas semanas. O sucesso foi tanto que agora a marca vai caminhar com as próprias pernas.

Outro lançamento sustentável do evento foi a coleção Lyptus + Paralela, onde designers foram convidados por Marisa Ota para criar objetos de design com esta madeira certificada batizada de Lyptus, fruto do cruzamento de dois tipo de eucaliptos. (Veja mais no post de ontem sobre a matéria de ecodesign publicada no Estadão)

No vídeo ainda é possível ver alguns produtos do projeto Talentos do Brasil, apoiado pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário e que reúne peças de comunidades de diversas regiões do País. Confira.

Ecodesign não é artesanato

August25
Por Alice Lobo

Ontem (24) à noite foram anunciados os vencedores do prêmio IDEA Brasil 2010, que traz entre suas categorias o Ecodesign. Os vencedores e a relação entre sustentabilidade, design e consumo podem ser vistos na entrevista abaixo com Joice Joppert Leal. Ela é diretora executiva da organização Objeto Brasil, que representa no País o prêmio internacional IDEA Awards e tem como objetivo a promoção do design brasileiro no Brasil e no exterior.

Como você vê o mercado de design em relação à preocupação com a sustentabilidade?
Cada vez mais a sociedade está preocupada com a sustentabilidade. É um fator determinante na compra de um produto. Isso sem dúvida reflete no mercado de trabalho dos designers.

Os designers vêm se preocupando mais com esta questão?
Sim, os designers estão atentos a isso. E, como os clientes também têm essa preocupação, há um interesse convergente.

Qual o papel do design na determinação do impacto ambiental de um produto?
Numa indústria, o designer trabalha numa equipe multidisciplinar ao lado de engenheiros de produtos e de processos. Ele vê como inserir as questões ligadas à sustentabilidade, como por exemplo, na escolha de materiais renováveis.

O que você destacaria nos produtos vencedores da categoria Ecodesign?
O que é marcante é a diversidade. Temos a Linha Ekos de Sabonetes da Natura, a e-boards - uma prancha de surf -, uma bicicleta de madeira e um reciclador de óleo de cozinha.

Você acredita que os designers que se inscrevem em outras categorias também têm a preocupação com o uso de materiais sustentáveis ou com baixo impacto ambiental?
Sim, podemos ver isso em várias categorias diferentes, como Embalagens, e até em Transportes, com o carro-conceito da Fiat.

Hoje em dia ecodesign não é mais sinônimo de artesanato e estética hippie?
É muito importante deixar claro que quando falamos em ecodesign, estamos falando em produção industrial. É algo bem distinto do artesanato, produzido em pequena escala e manualmente.

Quando você acha que ocorreu esta mudança e quais foram os fatores determinantes?
Há muitos anos que a indústria vem se preocupando com a eficiência energética e a utilização de matérias-primas renováveis. Isso se deve em parte à realização no Brasil da ECO 92, quando se difundiu mais a relevância da preservação do meio ambiente.

A tecnologia industrial ajudou?
Sim, ajudou porque temos equipamentos que facilitam o plantio e a colheita de matérias-primas e equipamentos que economizam energia, além daqueles voltados à reciclagem de produtos. As atividades em centros de pesquisa foram fundamentais. A maior interação dos designers e indústrias com os Centros de Pesquisa e Desenvolvimento também é responsável pelas mudanças.

Você acredita que inovações são feitas baseadas em antever necessidades? Se sim, acha que é por isso que cada vez mais estão surgindo inovações com design que preservam o meio ambiente?
Há vários fatores. Um deles é que com a maior divulgação e utilização do conceito design, os profissionais têm mais espaço para pensar em inovações, procurando criar necessidades. Outro fator é a interação maior nas indústrias do setor de produção e design com as áreas comercial e de marketing. Hoje é politicamente correto pensar em produtos sustentáveis, o que também está ligado ao trabalho das áreas de marketing e comercial.

Como os lojistas e os consumidores finais veem os produtos de ecodesign? É um fator que lhes interessa ou ainda muito distante?
Os lojistas valorizam o ecodesign porque há uma demanda por ele e uma consciência maior a respeito do assunto.

Confira as fotos dos vencedores do IDEA Brasil 2010 na categoria de Ecodesign - ouro, prata e dois bronzes respectivamente.
natura1
e-board
bicicleta
reciclador

“Sustentabilidade é uma condição”

August25
Por Alice Lobo
Idealizadora e curadora da feira de design contemporâneo Paralela Gift, Marisa Ota falou sobre design, sustentabilidade e mercado consumidor. Confira a entrevista abaixo feita para a matéria publicada hoje sobre Ecodesign no caderno Planeta do jornal O Estado de S. Paulo.

Como você vê o mercado de design em relação à preocupação com a sustentabilidade?
A preocupação é grande, mas ainda não é a ideal.  Ainda é difícil encontrar no Brasil produtos ecológicos de qualidade.

Os designers vêm se preocupando mais com esta questão?
Sim, esta já não é uma preocupação e sim uma condição, um item essencial no projeto.

Qual o papel do design na determinação do impacto ambiental de um produto?
O designer, ao adotar uma postura favorável ao meio ambiente e ao consumo consciente, se torna um agente transformador de novos padrões de consumo, sejam eles duráveis ou efêmeros.

Como surgiu a ideia da parceria da Paralela com a Lyptus? Como foi este projeto?
Ao propor o projeto Lyptus+ Paralela, nossa idéia foi promover o design como ferramenta para negócios sustentáveis com foco em processos industriais. Tivemos uma receptividade enorme por parte deles: a Lyptus já exerce este importante papel ao se encaixar nas normas de manejo florestal internacionais. Só não tinha esta visibilidade no mercado de design. Para isso, convidamos designers brasileiros reconhecidos em suas áreas por suas competências em contemplar os mais diversos olhares na produção de objetos para criar com Lyptus.  Ao utilizar a menor quantidade possível de recursos materiais e energéticos, satisfazendo as necessidades de consumo de forma amigável e respeitosa ao meio ambiente, a Paralela criou um importante exercício em que é possível de se fazer design/negócios com respeito ao meio ambiente. E o resultado é bacana. Foi muito interessante e rico o processo de aprendizado, sobre todas as técnicas empreendidas do plantio ao corte, o manejo …tudo foi trazido pela Lyptus de uma forma surpreendentemente profissional. Eles têm técnicas internacionais inéditas, que ninguém no Brasil tem. Foram investidos U$ 50 milhões neste know-how.

mesa-lyptus

Qual o seu papel no projeto Lyptus + Paralela?
Nosso papel foi o de curadoria, enobrecendo ainda mais a madeira Lyptus, convidando os melhores designers para criarem com a Lyptus. Havia uma resistência do trabalho com madeira ecológica que, à medida em que o trabalho foi sendo desenvolvido, desapareceu. A Lyptus é bonita, tem uma cor roseada e é de fácil manuseio.

A Paralela busca trazer sempre expositores com um trabalho eco-friendly e preocupação social. Existe algum projeto para fortalecer ainda mais? Ou o mercado não está pronto para isso?
Já se caminhou muito e esta visão já se fortaleceu, mas aqui no Brasil ainda existem dificuldades, pois falta conhecimento e informação. O designer brasileiro ainda não tem o hábito deste trabalho, falta o exercício do fazer. É só fazendo que vamos descobrir as dificuldades e facilidades. A parceria com a Lyptus foi um sucesso, tivemos muitos designers interessados, e a divulgação dos trabalhos se estendeu a lojistas  e produtores, que ficaram encantados.

Como os lojistas veem os produtos de ecodesign? É um fator que lhes interessa ou ainda muito distante?
Ainda é difícil encontrar no Brasil produtos ecológicos de qualidade. As lojas de design mais conceituais que têm uma proposta ficaram muito interessadas. Isto quer dizer que o mercado aprovou e que é possível fazer design sustentável bonito.

Acessórios “verdes” no Ecochique

August24
Por Alice Lobo

A grife carioca de acessórios Donna Onça é aposta em materiais eco-friendly. Suas bolsas, carteiras, mochilas, capas de notebooks e nécessaires são feitas a partir de bagaço de cana de açúcar, folha de bananeira, PET e algodão reciclados e lona e couro ecológico. E a confecção é feita por cooperativas, como a Associação de Mulheres Empreendedoras de Campos dos Goytacazes (AME).

Clique aqui e saiba mais sobre a coleção de verão no blog Ecochique.

donna-onca

Livro e dicas de arquitetura sustentável

August18
Por Alice Lobo

Hoje é o lançamento do livro “Epigram + FGMF Casa Natura” (Editora C4) que traz os projetos de branding e arquitetura da Casa Natura, espaço criado pela empresa brasileira de cosmético para ser um centro de relacionamento com as suas consultoras e um local de degustação e experimentação mas que, infelizmente, não vende os produtos da marca.

A parte de comunicação foi desenvolvida pela Epigram. Já o projeto de arquitetura é assinado por Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz. Para quem se interessar por desenvolvimento de marca e/ou por arquitetura sustentável, vale passar na FNAC Pinheiro a partir das 19h.

livro-casanatura

Mas para não deixar você só na vontade, conheça 10 dicas sustentáveis para aqueles que vão construir a própria casa - sugeridas pelo escritório de arquitetura Forte, Gimenes & Marcondes Ferraz (FGMF):

1. Em primeiro lugar, é necessário um projeto de arquitetura completo, honesto e competente. Contratar bons profissionais, elaborar o projeto com calma e de forma profunda e detalhada, devidamente compatibilizado com as demais disciplinas de projeto: elétrico, hidrelétrico, ar-condicionado, entre outras;

2. Respeito pela cidade: observar o impacto da construção no entorno, desde a fase de projeto (interferência nas vistas e sombreamento dos vizinhos e da rua, criação de espaços abertos para o exterior, evitar muros que criem um espaço urbano de pior qualidade e abrir jardins, por exemplo) até a construção - atenção à limpeza do entorno da obra, logística de caminhões, barulho e outras interferências com a vida dos vizinhos;

3. Usar materiais reciclados e/ou recicláveis. Por exemplo, todo o material da estrutura da Casa Natura é reciclável (aço), assim como boa parte dos fechamentos (vidros, revestimento metálico, etc);

4. Preferir, sempre que possível, uma construção limpa e seca. Isso é definido em projeto, na opção dos sistemas construtivos (estruturas pré-moldadas de concreto ou aço, dry-wall, entre outros), e continua durante a obra com um planejamento adequado de execução e gestão do canteiro. Além de ser mais rápida, a obra tem menos desperdício e gera menos entulho;

5. Aproveitar o clima brasileiro que é generoso e permite amplas aberturas e ventilação cruzada. Atenção para o adequado sombreamento e a correta orientação conforme os ventos do inverno e do verão. O resultado pode ser uma bela conexão entre espaços externos e internos, aumentando não só a percepção da dimensão dos espaços, mas também a qualidade do resultado final.

6. Aproveitar os recursos de forma otimizada: sistemas de redução de consumo de água e energia elétrica, reaproveitamento de águas pluviais, redução do consumo de ar-condicionado pela correta disposição de aberturas para ventilação cruzada, sombreamento e uso de plantas como elementos de resfriamento.

7. Redução do impacto nas infraestruturas urbanas: uso de teto jardim, áreas permeáveis no térreo e reuso de água reduzem a contribuição da casa no sistema de drenagem urbano, o que contribui para a mitigação de enchentes. Da mesma forma, o tratamento de efluentes trata o esgoto antes de jogá-lo na rede, diminuindo o custo de tratamento para a cidade. A economia de energia também permite uma rede menos sobrecarregada.

8. Redução do custo na manutenção: o uso de materiais laváveis, como o revestimento de aço pintado, diminui o custo de manutenção e também reduz o uso, no futuro, de novas demãos de tintas, vernizes e outros produtos poluentes.

9. Paisagismo adequado ao clima: a escolha de espécies locais adequadas ao nosso clima e regime pluviométrico permite não só um paisagismo coerente com o lugar, como também otimiza o consumo de água e estimula um equilíbrio de pássaros, insetos e outros animais originais da região.

10. Escolher uma localização que permita o deslocamento a pé para atividades cotidianas, próximo ao sistema de transporte público da cidade e/ou com topografia adequada à bicicleta. É importante as pessoas se conscientizarem de só usarem o carro em última instância – além de evitarem poluir o ar e congestionar o tráfego, ainda trarão benefícios à saúde, com redução do estresse e melhor condicionamento físico.

Bonita e com baixa pegada ecológica

August16
Por Alice Lobo

O blog Green Gloss trouxe página da Marie Claire americana de agosto que mostra como ficar no melhor estilo Jackie O em Cape Cod e com baixa pegada de carbono. Além disso, a matéria fala sobre a marca eleita pela percepção dos consumidores como a mais verde dos Estados Unidos e traz um produto must have - ideal para carregar na bolsa.

Clique aqui para saber mais no Green Gloss.

mc-us-ago2010

v&b em East London by Titi Franco

August13
Por Alice Lobo

Lembra que na semana passada eu falei da nova campanha online da verdinha & básica pelo mundo? Olha que legal a imagem desta semana. Eu tirei esta foto quando fui passear no leste de Londres, região conhecida como East London. Ela é super descolada, tem mercados de roupa, brechós, lojas de marcas legais, enfim tem um estilo bem próprio.

E, logo que cheguei lá, vi esta parede! Me apaixonei! Aí a Titi Franco, minha sócia, desenvolveu esta peça para a campanha que criou. Espero que gostem! Ah, em breve teremos mais novidades das camisetas.

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Óculos de bambu no Ecochique

August12
Por Alice Lobo

Já ouviu falar da Kayu, marca americana de que faz óculos escuros de bambu? Eu conheci a fundadora e designer Jamie Lim em fevereiro na Estethica durante a London Fashion Week. Veja abaixo o vídeo que eu fiz com ela.

Gostou? Quer saber mais? Leia matéria que escrevi e veja foto dos produtos no blog Ecochique no site da Marie Claire.

Beleza 100% vegetal e 94% orgânica

August11
Por Alice Lobo

Fico tão feliz quando encontro produto de beleza orgânico de uma empresa nacional!!! É sinal que este mercado está crescendo mesmo. Mais um shampoo e condicionador que eu experimentei e gostei: da linha vegetal Nutritivo Frutos da Amazônia da Orgânicos Cadiveu. Ele tem 100% dos ingredientes de origem vegetal sendo 94% orgânicos certificados, a maioria oriunda de comunidades sustentáveis da região.

Primeiro que na hora do banho ele é aquele tipo que faz espuma e tem cheiro gostoso, sabe? Deve ser do extrato orgânico de açaí. Para quem gosta das explicações mais técnicas: “Contém uma combinação de cisteína biofuncionalizada, fitonutrientes e silício orgânico. A cisteína é o aminoácido presente em maior quantidade no cabelo, assim, sua função no shampoo é reparar danos nos fios, restaurando as cutículas. Os fitonutrientes são responsáveis por garantir maciez e o silício protege os fios contra agressões externas e tratamentos químicos.” (fonte: site da Orgânicos Cadiveu)

shampoo

O condicionador é cremoso e tem manteiga de cupuaçu e agente da fruta do pracaxi, além do extrato de açaí. A manteiga de cupuaçu tem “alta capacidade de absorção de água (recupera a umidade e a elasticidade natural dos fios). Além disso, forma um filme protetor contra as agressões externas e tratamentos químicos”, diz o site.

condicionador

E o melhor é que os preços são bons. O shampoo sai por R$ 17 e o condicionador por R$ 19 . Para quem tem o cabelo seco, a máscara nutritiva é uma boa opção e sai por R$ 22. Eles podem ser comprados pela loja online da Orgânicos Cadiveu. Fica a dica.

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