A garrafa virou caneta

Adoro ideias simples e inteligentes ao mesmo tempo. Este é aquele tipo de produto que faz a gente pensar como alguém não tinha feito isto antes. Nada mais justo do que usar o plástico de garrafas recicladas para fazer canetas. Assim é a B2P – Bottle to Pen (na tradução livre de garrafa para caneta). Fica aqui a dica para as empresas e para os consumidores.

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SPFW: Cenário by Irmãos Campana

Colunas de Niemeyer forradas por piaçava?  Isso mesmo. O São Paulo Fashion Week (SPFW) está acontecendo nesta semana no prédio da Bienal, em São Paulo, e o cenário desta 35a edição é assinado pelos irmãos Campana. Como faz parte do trabalho de Fernando e Humberto Campana, a sustentabilidade foi sua inspiração.

Quer ver como ficou? Dá uma olhada na entrevista que o FFW (site oficial do evento) fez com Humberto Campana.

A revolução da educação está nas telas

A tradicional frase “Saia do computador e vá estudar” está perdendo o sentido nos dias de hoje. O que antes era visto como entretenimento e passatempo, hoje já pode ser considerado sinônimo de aprendizado e acesso à educação de ponta.

Esta é a proposta da Khan Academy e do iTunes U. Este último oferece aulas gratuitas, seja em áudio, vídeo ou texto, de diversas e renomadas universidades do mundo todo. Elas podem ser acessadas por aplicativo de iPad, iPhone, iPod Touch ou mesmo pelo computador. Para descobrir as aulas basta procurar cursos pelas áreas do seu interesse ou pela lista das universidades. Uma busca por um assunto mais específico também pode ser feita. Entre as faculdades que disponibilizam material gratuito estão a New York University, a Columbia University, o MIT (Massachussets Institute of Technology), a Harvard University, a Cambridge University entre muitas outras famosas instituições.

Já a Khan Academy, fundada em 2006 pelo norteamericano Salman Khan, é uma empresa que fornece gratuitamente conteúdo educativo para estudantes do ensino fundamental por meio de vídeos postados no Youtube. Sua proposta é simples: em vez dos professores gastarem seu tempo com aulas expositivas e pedirem que os alunos façam lições de casa sobre o assunto, eles devem aprender o tema assistindo às aulas no Youtube e chegar na classe com dúvidas a serem esclarecidas ou prontos para responder questões e desafios do professor. Assim este passa a ter o papel de tutor e garante maior interação na sala de aula, como é feito na tradicional universidade inglesa de Oxford.

O mais encantador disso é pensar que uma criança menos privilegiada de um país pobre pode ter a mesma aula que os alunos das melhores escolas do mundo. Basta ter sede de informação para aprender. Hoje já sao mais de 3.800 videoaulas de cerca de 10 minutos cada e mais de 200 milhões de acessos. O segredo está na maneira didática e atraente como as matérias são exibidas.

No mês passado a Fundação Lemann assinou um contrato de 5 anos com a Khan Academy para traduzir todo o conteúdo para o português e disseminar a ideia no Brasil. Mas antes mesmo da parceria estar no papel, 400 vídeos haviam sido traduzidos e usados por 10 escolas públicas de São Paulo e Santo André. A aceitação parece estar sendo boa, pois os alunos estão faltando menos e participando mais na classe.

Esta revolução na educação tende ao sucesso, pois traz algo atraente aos jovens de forma que o aprendizado seja mais prazeiroso. Agora só nos resta torcer para que as escolas “comprem a ideia” e que os governos invistam em infraestrutura para que as escolas e os alunos tenham acesso à internet.

(coluna escrita por mim e publicada na edição de fevereiro de 2013 da revista valeparaibano)

Keep calm and…

Ganhei este caderninho de uma amiga muito querida, a Gi Vieira. Ele é feito com folhas de papel reciclado. Muito fofo!

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Brasil proíbe mamadeira com BPA

Antes tarde do que nunca. Até que enfim o Brasil resolveu aderir ao grupo de países que prefere tomar atitudes de prevenção em vez de ver sua população prejudicada por químicos nocivos à saúde.

Depois da União Europeia, onze Estados norteamericanos, Canadá, China, Malásia e Costa Rica proibirem a presenca de Bisfenol A (BPA) em produtos infantis, a Anvisa (Angência Nacional de Vigilância Sanitária) começou a tomar o mesmo rumo, mas limitou-se às mamadeiras. A partir de janeiro de 2012, não permitirá que aquelas contendo esta substância sejam vendidas por aqui.

(Eu escolhi comprar a versão de vidro da marca Dr. Brown’s, mas esta abaixo é livre de BPA, portanto é segura para os bebês)

Para muitos esse nome é desconhecido e pode parecer algo muito longe da realidade. Mas saiba que nao é. O Bisfenol A é usado em plásticos duros e transparentes que, quando aquecidos, liberam esta substância que desequilibra o sistema endócrino. Estudos mostram que ela tem o mesmo efeito que o hormônio estrogênio e pode causar diabete, infertilidade e câncer. Em bebês, a absorção do mesmo ainda é maior e, por isso, mais perigosa.

Você já ouviu a história de que não faz bem para a saúde aquecer alimentos no microondas dentro de tupperware plástico? E que deixar garrafa PET no carro com água sob o sol dia após dia pode contaminar o líquido? Pois é, a razão para ambos é que substâncias, como o BPA, por exemplo, são liberadas em maior quantidade quando aquecidas e contaminam alimentos ou bebidas que serão ingeridos por nós ou ainda por crianças.

Outro lugar onde pode ser encontrado o BPA é no interior de latas de alumínio. Já ouviu a história de que não se pode comer algo de uma lata que esteja amassada? É porque o verniz interno da mesma, quando rachado, faz com que o BPA presente em sua composição entre em contato com o alimento.

Pois é, apesar do nome estranho você deve ter percebido que o BPA está muito mais no seu dia a dia do que você pensa, né? Por isso, algumas dicas são básicas, além dos alertas mencionados acima:

1. Compre mamadeiras, chupetas, copos, pratos e talheres plásticos livres de BPA – e ainda evite aqueles que têm o número 3 ou 7, pois também podem conter a substância.
2. Troque os utensílios e tupperwares de casa pelas versões em metal, bambu ou vidro. Além de você ficar protegida, não deixa cheiro na comida nem no recipiente.
3. Não aqueca nem congele alimentos em recipientes plásticos.
4. Prefira as garrafas de alumínio reutilizáveis nas versões livre de BPA.

Apesar de até recentemente os estudos terem sido feito somente em animais, pesquisadores italianos publicaram na revista Environmental Health Perspectives do mês de agosto que o efeito em humano é o mesmo. Então, pra que se arriscar?

(artigo escrito por mim e publicado em outubro de 2011 na revista valeparaibano)

 

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